Ronaldinho 2005 (ele acabava com Real Madrid):
Ronaldinho 2012 (o Joel Santana te substitui)
Quem me conhece sabe que eu tenho muito interesse, além do futebol, nos esportes americanos, mais especificamente, no Futebol Americano. No jogo da bola oval, no basquete e em outros esportes existe um termo que costuma aparecer é a paixão pelo jogo.
O termo significa a vontade do atleta em querer disputar cada jogada e cada ponto com vontade e afinco, nem todos têm isso. E o R10? Não tem.
Nos EUA, como aqui, os futuros atletas usam o esporte pra fugir das periferias e da pobreza. A maioria se destaca quando jovens e as oportunidades aparecem. Essa vontade do atleta jogar, a tal paixão pelo jogo é decisiva para a contratação ou não de um jogador. Alexandre Kalil e o Atlético não.
Ronaldinho Gaúcho, ao que parece hoje não consegue se garantir apenas no talento, ele depende de talento e vontade de vencer, foi assim com os grandes jogadores da história.
Ronaldo, em final e carreira, após a terceira cirurgia, volta ao Brasil, joga pelo Corinthians e é decisivo em um primeiro semestre memorável em 2009, com dois títulos. O talento jogava junto, mas o corpo e a força eram, respectivamente, maior e menor, entrava então a vontade.
Ronaldinho deu mais sorte . Seu estilo de jogar o mantinha mais longe dos zagueiros e das trombadas, as contusões não vieram, mas a noite veio e levou o físico. O talento joga sozinho em R10, a vontade de vencer vem em doses homeopáticas, sobra apenas a habilidade, que não vive o auge de 2004/2005/2006.
O Gaúcho decepcionou no Milan, fracassou no Flamengo e no Atlético não deve ser nem uma coisa, nem outra. Se não jogar bem, era esperado, se arrebentar, surpreende, mas não o bastante para arrepender rubro-negros no Rio de Janeiro e de Milão.
Joel Santana ao subir a placa de substituição, Paulo César Coutinho ao dispensá-lo diante de torcedores e Assis ao levar camisas grátis encerraram a chance de Ronaldinho ser maior.
Ronaldo jogou mais tempo que devia, provavelmente por querer ganhar. Ronaldinho poderia estar no topo ainda, saiu dele e não volta mais.
PS: temos um enquete sobre o que vai acontecer em BH: vai que vai





Essa “vontade” norte-americana se traduz em qualquer modalidade esportiva. Londres está chegando e provará, mais uma vez, que a dedicação deles ante a “nem tanto” nossa faz diferença.
Dedicação não é só “vontade de vencer”. É também o ato de se dedicar a treinos exaustivos. Portanto, se nossos atletas são mais “relax”, Ronaldinho e outros boleiros, então…
Abraço, Bandeira
Na verdade a vontade que eu estou falando no texto nem é dedicação nos treinos, é a hora do jogo. Um caso disso foi o Adriano, que com problemas físicos (peso, contusão mal-curada) fez o gol mais importante do Corinthians para a caminhada do título brasileiro no ano passado. NUNCA o R10 seria capaz de fazer isso. Nas olimpíadas a questão é mais cultural e estrutural, aqui só jogamos futebol, nos EUA, as faculdades e escolas dão bolsas de estudo até para lutadores, por exemplo.
Abraços.