Esquema de Jogo

Colunas, entrevistas, análises e tudo sobre o esporte!

Análise

O que esperar de Thomaz Bellucci?

Depois de Gustavo Kuerten ganhar 20 títulos de simples na carreira, dentre eles o tricampeonato de Roland Garros, e ter chegado ao topo do ranking mundial, o Brasil não teve um tenista à altura de Guga, desde que ele se aposentou em 2008.

Muitos atletas jogaram o circuito e foram lançados como os “futuros sucessores” de Kuerten. Mas nem de longe conseguiram se equipar ao ídolo. Nesse período, o que mais se destacou foi Thomaz Bellucci, tenista canhoto e natural de Tietê, interior de São Paulo.

Ele conquistou quatro títulos na carreira e sua melhor colocação no ranking da ATP foi a 21ª posição em julho de 2010. Já em 2015, depois de um começo claudicante, inclusive com duas derrotas pela primeira rodada da Copa Davis contra a Argentina, em Buenos Aires, Thomaz reencontrou seu bom tênis – com uma grande contribuição de João Zwetsch, seu atual técnico.

Foram seis semanas com resultados consistentes, um título no saibro de Genebra, na Suíça, e jogos duros contra o número 1 do mundo Novak Djokovic, em Madri, e contra o número 5 Kei Nishikori, em Roland Garros. Ele já admitiu que a confiança voltou e agora está bem mais confortável para jogar. Subiu para a 40ª posição no ranking e agora mira o Top 20.

Os próximos desafios são Nottingham e Wimbledon, na grama, mas não podemos ter expectativas muito altas, pois o retrospecto dele neste piso é de 5 vitórias em 11 partidas. Depois, Thomaz encara Bastad (Suécia) e Gstaad (Suíça), onde ele foi bicampeão. Logo após, o foco é a preparação para o Aberto dos Estados Unidos, último Grand Slam do ano.

Bellucci já demonstrou que tem jogo para se manter entre os melhores e encarar qualquer tenista do circuito. Mas o tênis é um esporte muito mental, é você e mais ninguém na quadra, se estiver em um dia ruim não tem nenhum companheiro de time para te ajudar. Se ele conseguir essa “atitude mental”, tem tudo para 2015 ser um ano bem positivo.

O que não deve haver é uma pressão para que Thomaz seja um Top 10 do mundo ou o “novo Guga”, é um fardo muito pesado para ele carregar e que prejudicou muitos outros tenistas brasileiros nos últimos anos.

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confirme que você não é um robô. *