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Análise

O que é que é? Tem ASA mas não voa!

O time do Palmeiras iniciou a temporada 2015 com a perspectiva de que fizesse um papel digno de suas tradições este ano. No entanto, ontem, após mais um resultado ‘inesperado’ diante da equipe do ASA, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro e tem uma folha salarial infinitamente menor que a do clube da zona oeste, a sensação é de que mais uma vez os diretores palmeirenses “deram com os burros n’água”.

Foram feitas 21 contratações, algumas modestas, outras nem tanto, todas negociadas diretamente pelo Diretor de Futebol Alexandre Matos, que veio do Cruzeiro após dois anos de sucesso no clube mineiro. Fato é que as coisas não se encaixam de forma alguma e agora, a torcida, principal aliada ao longo deste processo, começou a virar as costas. Ai mora o perigo!

No Brasil, temos que louvar aqueles que pagam em dia, infelizmente a lógica se inverteu, e o Palmeiras é um dos poucos que depositam na conta de seus respectivos atletas os seus salários, sagradamente. Fora isso, tem um belo estádio, um excelente programa de sócio torcedor, extremamente explorado pelo marketing do clube na mídia e uma gestão equilibrada, em todos os sentidos. Mas o time não anda. Tem ‘asa’ mas não voa.

Passemos ao lado mais fraco, o técnico Oswaldo de Oliveira, esse realmente tem sua parcela de culpa, não é o único, obviamente, mas tem. Pegou o elenco no inicio do ano, fez pré-temporada, teve relativo tempo para dar padrão tático a equipe e ao que parece, sucumbiu. É claro que o time foi vice campeão paulista, é um fato a se considerar, mas eu nunca me deixei levar por impressões deixadas em estaduais, Brasileirão é outra história.

Oswaldinho não resiste a mais um resultado negativo, aliás, o próximo compromisso é um clássico, que se caracteriza muito por derrubar técnicos, pelo menos aqui em São Paulo isso tem sido algo recorrente. Eu entendo que o futebol apresentado pelo Palestra não é horrível, longe disso, a equipe até se impõe em vários momentos da partida, mas não marca gols, demonstra deficiência defensiva quando é atacado com maior frequência e seus zagueiros, descontrolados, vivem sendo expulsos.

Contratar muito nunca foi sinônimo de sucesso, talvez a torcida palmeirense, carente de times competitivos, possa ter sido ‘ligeiramente’ enganada.

 

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Sou jornalista, apaixonado por futebol e política, mas, sobretudo, alucinado pela comunicação! Acredito no Brasil, confio nos seres humanos, sou entusiasta da transformação. Que Deus nos abençoe!