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Análise

O mundo gira. Na Libertadores, quem roda?

Se alguém tivesse entrado em coma na noite da quarta-feira de cinzas, após os jogos da primeira rodada da Libertadores e acordasse hoje após a finalização de quase toda a ida das oitavas-de-final ficaria confuso.

O Corinthians, então melhor time do universo e candidatíssimo às semifinais da Champions League, tinha humilhado o São Paulo na estréia da Arena Corinthians na fase de grupos do torneio, contra um tricolor absolutamente entregue e humilhado. O Boca Juniors enfiou naquela semana 2 x 0 no Palestino do Chile e o Racing surrava em 5 x o o Deportivo Táchira e ninguém negava: eram os três favoritos ao título.

Tudo vinha correndo como o planejado, o Corinthians foi fazendo o que precisava e um pouco mais no grupo da morte, vencendo os quatro primeiros jogos, assim como o Boca, que venceu todos os jogos da primeira fase e o Racing, que fez a lição de casa e passou sem sustos. Aí vieram as oitavas-de-final.

O Corinthians supostamente não escolheu e pegou o Guarani do Paraguai. O Guarani não tem nome, mas complicou a vida do Racing em casa e enfrentou um Corinthians que parecia o mesmo time do Morumbi, apático e com uma confiança que a Libertadores não costuma perdoar. A bola castigou o goleiro alvinegro numa cobrança de falta, dando início ao pesadelo Corinthiano, que ficou mais terrível com o gol do Santander no final. um 3 x 0 não é impossível para as quartas da Libertadores, mas a missão promete ser emocionante.

O Boca além da vitória no primeiro jogo, atropelou todos os adversários e não conhecia a derrota até descobrir que ia enfrentar o maior rival nas oitavas. River Plate e Boca sempre é garantia de um jogo emocionante, foi assim no domingo, pelo campeonato argentino, foi assim em Nuñez, num jogo que não foi o melhor de todos, mas teve emoção e um River melhor, mas que conseguiu a vantagem em um gol de pênalti muito bem marcado pela arbitragem e nada definido. Assim como o Racing, que se enrolou contra o Montevideo Wanderers, tomou só (atenção para o só, merecia mais) um gol e empatou no final.

Além dos três favoritos desde o início, o River Plate mostrou força e uma qualidade que demorou para encontrar. Atlético-MG e Internacional fizeram um daqueles jogos do ano, segundo alguns autores do site, um 2 x 2 no Horto que deixa a vaga quase na mão do Inter, que vem forte de verdade dessa vez, sai um favorito daí. No outro confronto brasileiro, o São Paulo cresceu depois da vitória sobre o Corinthians e ainda corre por fora, o Cruzeiro precisa reverter a vantagem e resgatar o futebol de campeão brasileiro para entrar na briga. É bom não esquecer o Estudiantes, pela camisa pesada e o Tigres pela eficiência de quem ainda não perdeu na competição.

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