Prestes a completar um ano, o maior vexame da história da seleção brasileira – derrota por 7 a 1 contra a Alemanha pelas semifinais da Copa do Mundo, no dia 08 de junho do ano passado–, não sai da memória do torcedor, e não é pra menos, afinal, vexame igual aquele não seria mesmo fácil de esquecer.
Lá se vão quase 365 dias de reflexão e poucas soluções, para não dizer nenhuma. Aquela tarde de terça-feira ainda ferve, parece que foi ontem e nosso futebol, sob todos os aspectos, ajuda alimentar tudo isso. Cada vez mais emblemático, o caos que vivemos parece longe do fim.

Os escândalos na FIFA e, consequentemente, nas confederações nacionais, escancararam tudo o que há de mais podre no nosso futebol, porque independente do que fez a alta cúpula da entidade máxima, a nossa vala está a céu aberto e os ratos passeiam. Dentro de campo? Ah, é apenas um reflexo de tudo isso.
O nosso solitário craque Neymar não respira, e nem pode, tudo gira em torno de um jogador que não tem o ‘direito’ de se lesionar, de tomar cartões, ficar fora seja lá por qual motivo, de qualquer jogo da seleção. A mediocridade nos rodeia e nos norteia calamitosamente. Fico esperando pelo dia em que vamos assistir novamente a um jogo da nossa seleção sem temer um vexame, perder faz parte, mas até a derrota tem que ser produtiva, se é que me entendem.

O nosso comandante dentro de campo foi o primeiro claro sinal de que as coisas não iriam mudar, e de fato não mudaram. Com um discurso mais humilde ele assumiu, no entanto, é nítido que engole a seco aquilo o que pensa realmente, suas palavras não representam o que os seus olhos entregam e quando não consegue segurar, acontece aquilo que vimos semana passada, uma comparação infame que expõe seu preconceito acaçapado. Sobre Gilmar Rinaldi, suas qualidades e seu trabalho até aqui, prefiro não comentar, só deixo claro que por essa via nosso destino é um precipício.
A vida não está fácil para a quarta força do futebol sul americano e vamos falar sério aqui, está quase tudo errado, quase tudo. O Zico pode ter parecido candidato a treinador, coordenador técnico ou sabe-se lá o quê, mas a verdade é que ele disse tudo. Esse discurso ressentido não ajuda em nada e ter empresário na chefia, só cheira a interesse próprio.
Com certeza teremos dias piores, isso não é discurso pessimista, é discurso realista. Quando estamos preocupados com a ausência de Neymar nos primeiros dois jogos das Eliminatórias, que é disputada em 18 rodadas, turno e returno, é porque algo realmente está muito errado.





