Djokovic é tricampeão em Roland Garros e chega a 23 Grand Slams.
Sérvio arrasa o norueguês Casper Ruud, supera Alcaraz na liderança do ranking e se torna o maior vencedor, isolado, dos principais torneios do tênis entre os homens.
O dia dos sonhos chegou para Novak Djokovic.
Neste domingo (11), o sérvio conquistou seu terceiro título de Roland Garros, voltou ao número 1 do ranking mundial e se isolou como o tenista, entre os homens, com mais títulos de Grand Slam: 23 (o espanhol Rafael Nadal tem 22).
Djokovic derrotou, na final no saibro parisiense, o norueguês Casper Ruud por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (1), 6/3 e 7/5.
Ele passou a ser o tenista mais velho campeão em Roland Garros, com 36 anos e 20 dias.
“É muita emoção este momento. Meus filhos, minha mulher, minha família, meus amigos. Vocês sabem o quanto a rotina é difícil. Agradeço a vocês pela paciência. Aprecio demais esse apoio. Tinha sonho de chegar a essa quadra e ser campeão. Fui além”, disse Djokovic, na premiação.
“Meus filhos estão aqui, e quero passar mensagem positiva para eles. Deixo mensagem que, quando você persegue um sonho, você pode ser capaz. Tenho a força para escrever meu próprio destino”.
O maior vencedor de Grand Slams entre os homens soma, agora, 94 títulos e retrospecto de 1.058 vitórias e 210 derrotas.
Entre as mulheres, a australiana Margaret Court tem 24 Grand Slams e a americana Serena Williams, 23. Em premiação, o sérvio faturou 169.596.242 euros (cerca de R$ 909 milhões), com os 2,3 milhões de euros (R$ 12,33 milhões) ganhos em Roland Garros 2023.
Ele volta ao topo do ranking mundial.
Com 387 semanas como número 1, Djokovic é o tenista com mais tempo na liderança.
A conquista em Roland Garros 2023 o fez superar o espanhol Carlos Alcaraz, eliminado por ele nas semifinais.
Retrospecto diante de Ruud: Os dois tenistas chegaram à final de Roland Garros com quatro confrontos entre eles – todos com vitórias de Djokovic.
Foram dois jogos no saibro, mesmo piso de Paris (ATPs (Associação dos Tenistas Profissionais) 1000 de Roma 2020 e 2022), e dois em quadra dura (ambos nos ATPs Finals 2021 e 2022).
Nos quatro jogos, o sérvio sempre venceu por 2 sets a 0.
Ou seja: Ruud jamais venceu um set sequer diante de Djokovic.
Às 10h10, começou a saga que poderia alçar Novak Djokovic como o tenista entre os homens a ter mais títulos de Grand Slam.
Foi no saque de Ruud, que fechou o game sem sofrer pontos do sérvio.
No game seguinte, serviço de Djokovic, o norueguês conseguiu confirmar a quebra e abriu 2/0, num game que durou 11 minutos.
Sacando, Ruud ampliou para 3/0, com um Djokovic cometendo muitos erros não-forçados (12 contra quatro do adversário).
Com 26 minutos de jogo, o sérvio, enfim, conseguiu ganhar um game: 3/1.
Numa direita paralela, Ruud confirmou o saque e anotou 4/1.
Com 4/2, Djokovic teve chance de 15/40, no saque de Ruud, mas errou o smash.
Em seguida, o norueguês acabou falhando num smash também, o que garantiu, finalmente, a quebra para o sérvio: 4/3.
No game depois, empate em 4/4.
Ruud sofreu mas manteve o ponto em seu saque: 5/4.
Djokovic igualou em 5/5.
O norueguês pulou à frente com 6/5.
O sérvio empatou.
No tie-break, Djokovic chegou aos 7/1 sem dificuldades.
Djokovic abriu 1/0 sem perder ponto no game sacando.
Aumentou para 2/0, quebrando o serviço de Ruud.
Fez 3/0, novamente em seu saque, repetindo o roteiro do primeiro set, só que, naquela ocasião, Ruud liderou.
O sérvio alcançou os 4/1, num set em que mostrou todo seu domínio.
A vantagem de uma quebra foi suficiente para garantir a liderança.
Djokovic quase conseguiu fechar o set com uma nova quebra, no oitavo game, teve 15/40, mas Ruud confirmou seu serviço.
Um game depois, o sérvio fechou o segundo set em 6/3.
Ruud, com pressão de dois sets contrários, abriu o terceiro com 1/0, em seu saque.
Djokovic igualou em 1/1, teve break point no game seguinte, mas o norueguês se salvou (2/1).
Novamente, o sérvio deixou tudo igual, 2/2.
Ele confirmava com facilidade seus games de saque.
Foi assim até o 4/3 para Ruud, quando o escandinavo abriu 0/30, no serviço do oponente.
Djokovic reagiu e levou o game: 4/4.
No décimo primerio game, com 5/5 e serviço de Ruud, Djokovic fez 0/40.
Com uma cruzada, quebrou o saque, pulando à frente para 6/5.
No saque para fechar o jogo, voltar ao número 1 e alcançar 23 Grand Slams, o sérvio, enfim, realizou o sonho.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





