Escolhi como tema desse post falar de um jogador que vira e mexe é assunto nas principais rodas de conversa de jornalistas, torcedores e canalhas do Esquema de Jogo: Paulo Henrique Ganso, meia do São Paulo Futebol Clube.
Para começo de conversa, vamos tentar esquecer por um momento o Ganso que explodiu para o futebol lá no começo de 2010, onde o Santos encantou a todos com uma nova versão dos Meninos da Vila. Naquele ano, Ganso não tinha passado por duas cirurgias e passava a bola para Neymar e Robinho. No São Paulo, por muitas e muitas vezes seus companheiros na frente foram Ademilson, Osvaldo, Aloísio Boi Bandido, entre outras feras.

Essas comparações e pressões para que ele seja o mesmo de 2010 só o prejudicam. Temos que analisar o hoje, ou melhor, analisar a evolução de Ganso desde o ano passado. ele fez um bom segundo semestre, ajudando o São Paulo a escapar do que seria a maior vergonha de sua história, o rebaixamento. Neste Brasileirão, ele já soma 11 assistências e 5 gols.
Muitos reclamam que ele é supervalorizado quando acerta um passe, mas é aí que está o ponto. Ganso não é aquele jogador que vai pegar a bola no meio e driblar todo mundo e fazer o gol de joelhos. Ele é aquele jogador que com um simples passe resolve toda a jogada. Plasticamente não chama a atenção, mas é aquele tipo de jogada que só jogadores diferenciados conseguem fazer, mesmo que o lance possa parecer simples aos nossos olhos.

Pode parecer saudosismo, mas eu sou daqueles que sente falta dos camisas 10 clássicos, que são taxados de lentos e tal, mas que dão gosto de ver jogar. Coloco nessa lista jogadores como Zidane, Riquelme, Alex, Giovanni (estou citando apenas os que tive o prazer de acompanhar). Jogadores como Ganso estão cada vez mais raros no futebol. Hoje só se valoriza jogadores brucutus, que só sabem marcar, dar chutão, destruir jogadas. Jogadores como Ganso tem a obrigação de jogar bem todo jogo, senão já não servem mais, são sonolentos, enganadores, etc.
Confesso que não me recordo a última vez que o camisa 10 do São Paulo desfalcou o time por contusão. Esse foi um grande passo para que ele se firmasse, pois permitiu a ele ter a tão sonhada sequência de jogos. Provou que é titular absoluto jogando bola, evoluindo a cada jogo. Acho que isso demorou a acontecer por conta de seus treinadores, como Ney Franco e Paulo Autuori, que o colocavam pra jogar aos 25, 30 minutos do segundo tempo.

Muitos alegam que o Ganso é supervalorizado. Quer saber? Eu acho que tem que ser mesmo. Temos que valorizar jogadores diferenciados, que fogem do óbvio, que arriscam uma jogada diferente, que sabem tratar a bola como amiga. Por mais que ele jogue mal de vez em quando, é inadmissível ele ser reserva de Ademilsons, Osvaldos, Pabons.
O São Paulo vai recuperar o dinheiro investido no Ganso? Não sei responder. Pode ser que sim, mas acredito que não, mas quer saber? Quanto mais tempo ele ficar aqui, melhor para nós, pelo menos para aqueles que gostam de futebol bem jogado.





