Reformulação do Barcelona: Koeman desembarca na capital catalã, e Abidal é demitido.
Troca no comando técnico do time é primeiro movimento na mudança forçada depois de eliminação nas quartas da Liga dos Campeões com vexame diante do Bayern de Munique.
O treinador holandês Ronald Koeman desembarcou no fim da manhã desta terça-feira (18) em Barcelona para concluir a negociação com o clube catalão e ser confirmado como sucessor de Quique Setién no comando técnico da equipe.
A chegada foi poucas horas depois do anúncio da demissão do ex-jogador francês Eric Abidal do cargo de diretor esportivo do time.
O Futbol Club Barcelona e Eric Abidal chegaram a um acordo para rescindir o contrato que unia ambas as partes.
O clube expressa publicamente a sua gratidão a Abidal pelo seu profissionalismo, empenho e dedicação (…)”, indicou um comunicado da equipe catalã divulgado nesta terça-feira (18).
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Esta decisão ocorre quatro dias depois da histórica derrota do Barcelona por 8 a 2 para o Bayern de Munique nas quartas de final da Liga dos Campeões, na sexta-feira (14) em Lisboa.
“Esta é a primeira decisão no âmbito de uma ampla reestruturação do time principal, que será feita a partir do consenso entre a atual secretaria técnica e o novo treinador, que será anunciado nos próximos dias”, anunciou o Barça na noite de segunda-feira (17) passada.
“A partir da próxima semana, vamos tomar decisões, algumas delas já tínhamos pensado antes da Liga dos Campeões e vamos executá-las”, avisou Bartomeu.
Ex-lateral da seleção francesa (67 jogos) e ex-jogador do Barcelona (2007-2013), Eric Abidal, de 40 anos, foi nomeado diretor esportivo do clube do clube espanhol há dois anos, substituindo Roberto Fernández.
Alvo de críticas desde janeiro, não conseguiu concretizar o projeto esportivo catalão.
Depois de Setién, o dirigente é o segundo a pagar pelos efeitos da campanha do Barcelona nesta temporada, a primeira sem títulos desde 2007.
Abidal foi o principal responsável pela demissão do ex-técnico Ernesto Valverde, substituído em janeiro passado.
Junto com outros dirigentes, o francês visitou Xavi, treinador do Al Sadd do Catar, para oferecer-lhe o cargo, mas o ex-jogador do Barça rejeitou o convite.
Outra polêmica envolvendo o ex-lateral da seleção da França ocorreu no dia 6 de fevereiro, quando Messi saiu de seu silêncio habitual e publicou uma mensagem no Instagram pedindo ao então diretor esportivo que “assumisse suas decisões” e “desse nomes”, após uma entrevista em que Abidal afirmou que a saída de Valverde foi motivada por problemas causados pelos jogadores do Barcelona.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





