Coronavírus: F1 confirma que pistas que estavam fora do calendário 2020 podem receber corridas.
CEO da categoria, Chase Carey, também afirma que é grande a possibilidade de a Áustria, palco da primeira etapa, receber a segunda prova da temporada no fim de semana seguinte.
Em uma videoconferência para discutir os resultados financeiros da F1, o CEO da categoria, Chase Carey, confirmou a possibilidade de pistas que estavam fora do calendário original de 2020 receberem corridas em função da pandemia de coronavírus.
“Temos trabalhado de maneira incansável desde a Austrália e estamos em contato constante com nosso promotores para criar um calendário em potencial para 2020. Temos dois desafios principais: identificar locais onde podemos ter uma corrida e determinar como seria feito o transporte de tudo que é necessário para fazer isso acontecer. Temos mantido conversas não só com os promotores, mas também com algumas pistas que não estavam no calendário 2020, para que possamos explorar todas as opções. Estamos positivos com relação ao número de locais que poderão, e que querem, realizar corridas neste ano”, afirma Chase Carey.
Uma das opções atuais seria Hockenheim, palco do eletrizante GP da Alemanha de 2019, mas que saiu do calendário deste ano por não ter patrocínio para arcar com os altos custos para realização da corrida (no ano passado, a Mercedes foi quem bancou a prova).
A informação foi confirmada na semana passada pelo diretor do circuito alemão.
Carey também afirmou que a possibilidade de realizar duas corridas seguidas na Áustria, palco da primeira etapa, em 5 de julho, tem ganhado força.
“Nosso objetivo é começar a temporada no fim de semana de 4 e 5 de julho. É provável que tenhamos outra corrida na Áustria no fim de semana seguinte. Estamos em estágio avançado de criar um calendário de corridas adicionais na Europa durante o período de agosto e de setembro”.
Ainda que seja praticamente certo da realização das primeiras corridas de 2020 com esquema de portões fechados, sem a presença dos fãs, o dirigente crê que esse cenário poderá ser revertido na segunda parte da temporada, mais para o fim do ano.
“Esperamos que a primeira parte do calendário seja realizada com portões fechados, mas torcemos para que os fãs possam comparecer na segunda parte, perto do fim do ano. Estamos trabalhando com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), autoridades locais e outros especialistas para identificar procedimentos necessários para transportar todos de forma segura para os locais de corrida, além de providenciar um ambiente seguro de trabalho”.
Na semana passada, o diretor técnico da Fórmula 1, Ross Brawn, adiantou que para a realização do GP da Áustria em 5 de julho, o primeiro de 2020, a categoria pretende criar uma “biosfera”, um ambiente no qual todos os envolvidos sejam testados previamente para coronavírus e não tenham contato com outras pessoas.
A Fórmula 1 confirmou as informações de que pretende realizar entre 15 e 18 corridas na temporada 2020.
Não há um calendário preciso, com as datas exatas de cada grande prêmio, mas uma projeção de como o campeonato será disputado, seguindo um planejamento logístico entre os continentes.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





