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SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL FEMININO.
Análise

Nova comandante da Seleção Feminina?!?!

CBF (Confederação Brasileira de Futebol) conversa com Pia Sundhage para substituir Vadão.

Bi olímpica com Estados Unidos já sinalizou interesse.

Técnico e comissão ainda continuam no cargo na seleção brasileira feminina, mas já sabem que cenário é de substituição.

Entidade define que novo nome será de uma mulher.

A CBF já tem um nome de preferência para assumir a Seleção feminina.

A sueca Pia Sundhage, bicampeã olímpica com os Estados Unidos e atual comandante da categoria sub-16 da Suécia.

Após a eliminação das brasileiras na França, ela foi procurada pelo presidente Rogério Caboclo e se mostrou aberta a uma proposta.

O passo seguinte será dado nas próximas semanas, oficializar o interesse e discutir detalhes caso ela aceite o convite.

Além disso, conversar sobre a substituição com o atual treinador, Vadão.

O comandante já sabe que seria muito difícil sua permanência no posto.

Pia e Caboclo se aproximaram este ano quando a treinadora esteve no Brasil, à convite da CBF, participando de seminário sobre a categoria.

Na ocasião, chegou a responder a perguntas da imprensa a respeito da Seleção feminina e mostrou que um namoro seria possível, embora ter dito que seu vínculo com o atual emprego vai até o fim do ano.

Após a derrota na França, foi procurada pelo dirigente e o assunto teve continuidade.

A ideia da CBF é oferecer um contrato de longo prazo para a treinadora e a proposta de que promova uma reformulação da Seleção.

A entidade também espera ouvir qual seria o planejamento e as propostas de trabalho que Pia pretende executar, caso o convite avance.

O trabalho da sueca é tido como uma referência no futebol feminino.

Além do bicampeonato com as americanas, ela tem no currículo a final da Rio 2016, com a Suécia, quando eliminou sua antiga seleção (a americana), sendo derrotada pela Alemanha na decisão.

A campanha também ficou marcada por ter conseguido reverter uma derrota importante justamente para a seleção brasileira.

Depois de levar 5 a 1 do Brasil na primeira fase, reverteu a situação vencendo a equipe de Vadão nos pênaltis, eliminando as donas da casa.

Caso Pia não aceite a proposta, a CBF vai procurar outra mulher referência na área.

Isso já é consenso na entidade, a substituta de Vadão será uma mulher.

É vista como um nome perfeito por aliar este critério ao da eficiência técnica.

Além de ser vista como alguém que possa ser o que Tite foi para a masculina, uma espécie de “escudo” moral e técnico para a Seleção.

A situação de Vadão e comissão técnica também será definida nas próximas semanas.

Em entrevista à colega Amanda Kestelman, ainda na França, o atual coordenador de seleções femininas, Marco Aurélio Cunha, adiantou o cenário, no qual ele também se inclui:

“Acho que ele fez uma ótima Copa, independentemente das críticas de costume contra ele. Agora quem decide o futuro da Seleção é o presidente da CBF. Sou tão funcionário da CBF quanto o Vadão. Se acharem, chegando ao Brasil, que nosso tempo deu, a gente vai entender. Se quiserem que a gente prossiga, a gente prossegue. Estou com a minha consciência absolutamente tranquila. Fiz tudo o que eu pude por essa seleção”, disse Marco Aurélio na ocasião.

Até o momento, o presidente Rogério Caboclo é quem vem tocando as conversas com a pretendente a substituta de Vadão.

O coordenador Marco Aurélio Cunha está ciente, mas não vem participando desta transição diretamente.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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