Esquema de Jogo

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JOGOS OLÍMPICOS. PARIS. FRANÇA. 2024. VÔLEI FEMININO. BRASIL. MEDALHA DE BRONZE. TERCEIRO LUGAR. TURQUIA. QUARTO LUGAR.
Análise

Nosso lugar é no pódio🥉

Brasil vence a Turquia e leva o bronze nas Olimpíadas de Paris🥉.

Seleção é superior, triunfa por 3 sets a 1 e mantém sequência de pódios olímpicos do vôlei de quadra brasileiro.

Era preciso superar a derrota para os Estados Unidos na semifinal, recuperar a energia e batalhar pelo bronze.

Foi exatamente isso que a seleção brasileira feminina de vôlei fez nas Olimpíadas de Paris.

Neste sábado (10), o Brasil venceu a Turquia por 3 sets a 1, com parciais de 25/21, 27/25, 22/25 e 25/15.

O resultado garantiu medalha e coroou uma campanha positiva na capital francesa.

Foram 5 triunfos e um único revés, que tirou o ouro, mas não acabou com o brilho da equipe comandada por Zé Roberto Guimarães.

O bronze da seleção feminina deixa ativa uma longa sequência do vôlei de quadra brasileiro em Olimpíadas.

A última edição em que o Brasil ficou fora do pódio foi a de Seul, em 1988.

Desde então, conquistamos 11 medalhas (5 medalhas de ouros, 3 medalhas de pratas e 3 medalhas bronzes).

Antes, a equipe masculina tinha terminado em segundo lugar nos Jogos de Los Angeles, em 1984.

José Roberto Guimarães conduziu uma seleção brasileira ao pódio pela quinta vez em Olimpíadas.

Com a equipe masculina, conquistou o ouro em Barcelona 1992.

À frente do time feminino, foi bicampeão (2008 e 2012) e ainda faturou uma prata (2021) e um bronze (2024).

Como técnico, ele não ganha medalhas, mas isso não apaga a importância que tem para o vôlei do Brasil.

Bicampeã, Thaisa chegou à terceira medalha olímpica da carreira.

Ela foi só a quinta mulher brasileira e a sétima jogadora de vôlei do país a alcançar o feito.

Aos 37 anos, já anunciou que não disputará mais edições dos Jogos.

Ganhou uma despedida à altura e está com o nome eternamente gravado na história do esporte nacional.

A Turquia marcou os três primeiros pontos da partida e assustou. Mas o Brasil logo se recuperou e virou para 8 a 4.

A vantagem verde e amarela também não se consolidou, e o jogo ficou equilibrado até a reta final, com trocas na liderança do marcador.

O volume de jogo brasileiro prevaleceu nos últimos pontos, e Thaisa foi a responsável por fechar em 25 a 21.

Tocaço para cima de Vargas!

A segunda parcial foi uma daquelas que tiram o fôlego do torcedor.

O Brasil abriu 4 a 0, mas viu a Turquia virar e comandar o placar durante a maior parte do tempo.

As turcas chegaram a abrir 19 a 15.

As brasileiras, no entanto, buscaram a reação.

Chegaram a salvar um set point adversário e fecharam em 27 a 25.

Gabi assumiu a responsabilidade de derrubar a última bola do set!

O Brasil não aproveitou o embalo da vitória no segundo set e permitiu que a Turquia, ao longo da terceira parcial, recuperasse a confiança.

Vargas e Cebecioglu foram os principais nomes do ataque turco.

A camisa 11, inclusive, derrubou a bola que deu números finais: 25 a 22.

A Turquia saiu na frente, mas uma parcial de 10 a 1 a favor do Brasil colocou nossa seleção com ampla vantagem no quarto set.

E aí foi só administrar o placar e esperar o bronze chegar!

Não faltou seriedade em um lance sequer, tanto que o jogo terminou com 6 pontos seguidos das brasileiras (e placar de 25 a 15).

A medalha coroa o trabalho que foi feito no ciclo e faz jus à campanha da equipe nas Olimpíadas!

Depois de não gostar da própria atuação na semifinal, Gabi deu a volta por cima.

Assumiu a responsabilidade na disputa pelo bronze e marcou 28 pontos, terminando como a maior pontuadora da partida, à frente até da turca Vargas, que derrubou 26 bolas.

No último jogo de Olimpíadas da carreira, Thaisa também brilhou.

Foram 17 pontos, sendo sete no bloqueio.

Com o bronze garantido, o Brasil pegará a medalha no domingo (11), depois de Estados Unidos e Itália disputarem a grande final.

A decisão começará às 8 horas (horário de Brasília).

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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