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AYRTON SENNA. FILME.
Análise

Nos livros e no cinema

Vitória de Senna que imortalizou gesto com bandeira do Brasil rendeu livro e filme de Hollywood.

Triunfo histórico no Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1986, há exatos 34 anos, marcou a primeira vez que tricampeão levantou a bandeira do país ainda dentro do cockpit.

Uma das vitórias mais icônicas da carreira de Ayrton Senna aconteceu no Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1986, quando o piloto brasileiro triunfou com a Lotus preta e dourada nas ruas de Detroit.

Um dos motivos que marcou a vitória foi um gesto imortalizado pelo tricampeão de Fórmula 1.

Era a primeira vez que Ayrton levantava a bandeira do país ainda dentro do cockpit, cena que se repetiria em diversas de suas comemorações nos seus triunfos seguintes.

A ocasião marcou os brasileiros que viram o gesto, mas também um americano que presenciou o momento de perto.

Garth Stein, escritor americano, era justamente um dos torcedores privilegiados que estiveram ‘in loco’ acompanhando a corrida em Detroit.

Fã de Senna, ele se inspirou nas façanhas do piloto brasileiro para escrever o livro “A arte de correr a chuva”.

A obra não apenas se tornou um best seller americano, como também foi adaptada para o roteiro do filme “Meu Amigo Enzo”, lançado em 2019.

No filme, o piloto é citado algumas vezes pelos dois personagens principais, o cachorro Enzo e o seu dono, Denny, que tem o sonho de se tornar piloto da Ferrari.

A chuva, como diz no próprio título do livro e do filme (em inglês, The Art of Racing in the rain), é um dos elementos que também fazem referência a Senna.

O brasileiro colecionou diversas vitórias com pista molhada, característica marcante em sua carreira, mesmo quando tinha equipamento inferior aos seus rivais.

Em entrevista a site oficial Ayrton Senna:

(Clique no link para ler a reportagem completa – https://bit.ly/37UeFFn)

Stein relembrou da primeira corrida do brasileiro ao vivo.

“Eu estava lá (em Detroit). Foi uma loucura aquela corrida. Havia muitas e muitas bandeiras do Brasil na arquibancada. Foi uma grande e emocionante vitória do Senna”, relembra Stein

Como Senna te inspirou em seu trabalho como escritor?

Stein: A dedicação dele, consideração e habilidade eram muito grandes, é claro.

Mas também, sua criatividade, inspiração e espiritualidade são importantes, eu acho, para elevar o “ofício” para uma verdadeira “arte” de ser piloto das corridas.

Por que você acha que Senna era tão bom na chuva?

Stein: Porque ele entende que tudo está conectado e que a chuva é apenas uma parte de si mesmo.

Nesse sentido, Senna tem muito em comum com o Neo, do filme Matrix.

Nós o chamamos de super-herói, ou apenas alguém que estava inteiramente comandando seu próprio destino?

Há alguma diferença?

Você consegue imaginar o Ayrton Senna correndo pela Ferrari?

Stein: Olha, quem sabe numa era diferente, em um mundo diferente, um planeta diferente e um sistema solar diferente.

Aí com certeza eu conseguiria ver isso.

Você considera Ayrton Senna o melhor piloto de todos os tempos?

Stein: No meu coração, não há melhor. Mas o Hamilton também é muito bom!

Leia a matéria completa no site Ayrton Senna oficial.

A seção Circuitos clássicos do Fórmula 1, Memória relembrou no último sábado (20) a história da pista nos Estados Unidos e da vitória de 1986.

Na década de 1980, Detroit vivia o auge do seu poderio econômico, com grandes empresas automobilísticas localizadas lá, como Ford e General Motors.

Nesse contexto, a cidade se candidatou a receber a Fórmula 1 e tentar emular nem que fosse um pouco o charme do Grande Prêmio de Mônaco, até porque a pista ficava à beira do Rio Detroit, bem na fronteira com Windsor, no Canadá.

Nasceu, então, um circuito ainda mais trabalhoso do que o de Mônaco, com quatro quilômetros e 17 curvas.

Muitos pilotos detestaram a pista, sobretudo Alain Prost, mas até que Detroit proporcionou algumas corridas bastante interessantes.

Vamos relembrá-las?

1986: Dia da bandeira

Numa das corridas mais emocionantes em Detroit, Ayrton Senna, Nigel Mansell, Nelson Piquet, René Arnoux e Jacques Laffite se revezaram na liderança.

Assim como em 1985, Senna fez uma troca de pneus muito prematura, mas dessa vez conseguiu recuperação espetacular, com direito a linda ultrapassagem sobre Mansell.

Piquet chegou a fazer a melhor volta, mas bateu, o que deixou Ayrton tranquilo para vencer.

Na volta da vitória, Senna pegou uma bandeira brasileira com um torcedor para se vingar dos mecânicos franceses da Renault que haviam tirado sarro dele pela vitória da França sobre o Brasil na Copa do Mundo do México, na véspera.

Ao mesmo tempo, Ayrton lavou a alma da torcida e criou uma de suas marcas registradas.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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