Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124

Presidente do Sport prega cautela diante de linha de crédito da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Problema está nas garantias para receber o aporte, requisitadas pela CBF ao anunciar o financiamento de R$ 100 milhões para participantes da Série A.
Nesta semana, a CBF anunciou a disponibilização de uma linha de crédito de R$ 100 milhões para os clubes participantes da Série A em 2020.
O recurso, segundo a entidade, serve para compensar parte da perda de arrecadação durante a pandemia causada pela Covid-19.
No Sport, no entanto, a medida é vista com cautela pelo presidente do Leão, Milton Bivar.
“Esse negócio não é bem assim. Tem uma série de condições para pegar o dinheiro. Não é chegar lá e pegar.”
O problema, mesmo com o aporte feito a juro zero pela CBF, está nas garantias.
Isso porque os recursos, de acordo com a entidade, são concedidos com o que cada equipe puder “garantir” em relação ao que tem a receber com direitos de transmissão e prêmios por desempenho nos campeonatos.
E o Rubro-negro não tem muitos recebíveis nesta temporada.
Optando, portanto, por avaliar o cenário antes de agir.
“Disponibilizar, todo banco está disponibilizando. Dinheiro não falta. O problema são as garantias. Então, qualquer pessoa pode pegar dinheiro, mas o banco não vai liberar assim à toa. Vamos esperar para analisar e ver como fazemos.”
No início do ano, a diretoria do Sport chegou a reconhecer a tendência de ter uma das menores receitas do Brasileiro de 2020, uma vez que precisava lidar também com o adiantamento de cotas requisitado por gestões anteriores no clube.
Não à toa, a tônica de condução administrativa tem sido a contenção de gastos e repactuação de dívidas.
Diante deste cenário, em outubro do ano passado, o Conselho Deliberativo do Leão aprovou uma previsão orçamentária com receita líquida em cerca de R$ 61 milhões para 2020.
Somando, além das cotas, valores com bilheteria, patrocinadores e quadro de sócios.
Mas com a queda de renda provocada pela paralisação do futebol, a tendência é que esse montante diminua.
Para amenizar o problema, o Sport ainda pode somar valores com a Copa do Nordeste, caso avance na competição.
Uma vez que, na previsão, contou apenas com o recebível pela primeira fase.
Com o avanço do novo coronavírus no Brasil, o Rubro-negro tem se desdobrado para colocar as contas em dia.
Principalmente por ter perdido fontes de renda no período, em todos os setores.
A preocupação principal do departamento jurídico do clube é a dívida de R$ 4,9 milhões na FIFA, referente à compra de André junto ao Sporting, de Portugal.
Mas há também valores na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), como o parcelamento do débito com Mark González, que atualmente impede o Leão de inscrever atletas, assim como salários com atletas e funcionários que estão em atividade.
Desde o início da paralisação o Sport busca alternativas para manter o fluxo de caixa.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro