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Nova regra olímpica na canoagem conta com ranking exclusivo para Los Angeles em 2028.
A Federação Internacional de Canoagem (ICF) apresentou modelo inédito que transforma cada competição em decisiva visando vaga aos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 tanto na modalidade Slalom quanto na de Velocidade
A Federação Internacional de Canoagem (ICF) anunciou nesta sexta-feira (20) o novo modelo de classificação olímpica para os Jogos de Los Angeles em 2028.
O sistema será baseado em um Ranking Olímpico de Classificação exclusivo, criado exclusivamente para definir a distribuição das vagas aos países.
Essa lista não substitui os rankings mundiais tradicionais nem possui qualquer outra finalidade além do processo classificatório para a Olimpíada.
O ranking terá validade apenas durante o ciclo olímpico rumo ao megaevento que acontecerá daqui a 2 anos nos Estados Unidos.
O novo formato transforma as principais competições internacionais em etapas decisivas na disputa pelas vagas, fazendo com que cada resultado tenha peso estratégico para as nações.
A estrutura combina o ranking exclusivo com torneios classificatórios continentais e, no caso da Canoagem Slalom, uma seletiva global como última chance de classificação.
A organização oferecerá 236 vagas na Canoagem Velocidade e 82 na Canoagem Slalom, com paridade de gênero em todas as provas.
Canoagem Velocidade: Na Canoagem Velocidade, a definição dos classificados ocorrerá em duas etapas, tendo o Ranking Olímpico como principal via de acesso aos Jogos.
Esse sistema distribuirá 162 vagas, igualmente divididas entre homens e mulheres, enquanto os torneios continentais definirão as 72 restantes.
10 listas distintas comporão o ranking, uma para cada prova do programa olímpico: K1, K2 e K4 500 metros, além de C1 e C2 500 metros, em ambos os gêneros.
A organização atribuirá a pontuação aos países, incentivando a disputa entre nações e elevando o nível competitivo ao longo do ciclo.
O período de contagem de pontos vai de 20 de abril de 2026 até o fim de 2027, incluindo Campeonatos Mundiais de 2026 e 2027, etapas da Copa do Mundo da ICF e eventos continentais.
Cada país poderá considerar apenas um número limitado de resultados, garantindo representatividade geográfica e equilíbrio competitivo.
Nas provas por equipe, as equipes obterão pontuação apenas nas disciplinas olímpicas correspondentes.
Já nas provas individuais, todas as competições elegíveis gerarão pontos, porém apenas o melhor resultado de cada país será contabilizado.
Portanto, nações que assegurarem vaga pelo ranking não poderão participar dos classificatórios continentais na mesma prova, o que aumenta ainda mais a importância das competições ranqueadas.
Canoagem Slalom: Na Canoagem Slalom, o Ranking Olímpico será individual, embora as vagas conquistadas continuem vinculadas aos países.
O processo classificatório se dividirá em três fases, com o ranking desempenhando novamente papel central.
Serão distribuídas 38 vagas no total, igualmente entre homens e mulheres, com listas específicas para cada prova.
Os atletas acumularão pontos entre 20 de julho de 2026 e 3 de outubro de 2027, considerando os Mundiais e as etapas da Copa do Mundo da ICF.
Cada atleta poderá somar apenas seus melhores resultados, respeitando o limite de uma vaga por país em cada categoria.
Cada competidor poderá garantir apenas uma vaga olímpica para sua nação e, após obtê-la, deixará de ser elegível para novas classificações.
Além do ranking, os classificatórios continentais definirão outras vagas, enquanto uma seletiva global oferecerá a última oportunidade para preencher as posições restantes.
O novo sistema está alinhado à estratégias que reforçam metas de universalidade, sustentabilidade e desenvolvimento da modalidade.
Reportagem: Olimpiadatodia.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro