Campeonato Brasileiro da Série D de 2026: clubes sem vaga oficial se unem em defesa da ampliação.
Documento assinado por dirigentes reforça apoio à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e aumenta pressão para expansão do torneio para 96 equipes: “Necessidade do futebol brasileiro”.
O Campeonato Brasileiro da Série D de 2025 não acabou, mas a edição do próximo ano já movimenta os bastidores do futebol brasileiro.
Em reunião virtual realizada no último fim de semana, dirigentes de clubes já classificados para a competição de 2026 se manifestaram contrários à proposta da CBF de aumentar o número de participantes de 64 para 96 times.
Por outro lado, segundo apuração do ge, clubes eliminados nas oitavas de final desta temporada e que não têm vaga garantida para o próximo ano se mobilizaram a favor da mudança.
Times como o Água Santa, vice-campeão paulista em 2023, o tradicional Sampaio Corrêa, campeão do Campeonato Brasileiro da Série B, Campeonato Brasileiro da Série C e Campeonato Brasileiro da Série D, além de Manauara, São José-RS, Altos, Luverdense e Aparecidense, participaram de uma reunião virtual na última quinta-feira (18).
No encontro, os dirigentes assinaram um documento de apoio à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao presidente Samir Xaud, defendendo a ampliação do torneio.
Segundo o documento, a medida atende a uma “necessidade do futebol brasileiro”, ampliando a porta de entrada para o cenário nacional e oferecendo maior visibilidade aos clubes.
Além disso, dirigentes destacam que a expansão significaria mais oportunidades de trabalho para atletas, comissões técnicas e profissionais ligados ao esporte, todos com contrato e calendário definidos.
Confira o documento abaixo:
Clubes e dirigentes falam sobre a ampliação:
O presidente do São José-RS, Milton Machado, ressaltou a importância da medida e expressou confiança de que o pleito será aceito.
“Acho muito importante o aumento para 96 clubes, principalmente diante do desemprego que afeta os times do Campeonato Brasileiro da Série D”, declarou Milton.
“Somos totalmente a favor e esperamos que a CBF atenda nosso pleito. A ampliação dará mais emprego, ajudará a desenvolver o futebol brasileiro, principalmente no interior, e pode até gerar economia ao permitir chaves mais regionais. Estamos confiantes de que nosso pedido será atendido”, reiterou o presidente do time gaúcho.
Wharton Lacerda, presidente do Altos, destacou a importância da competição e ressaltou que o clube piauiense é favorável à ampliação do Campeonato Brasileiro da Série D, citando o exemplo do Sampaio Corrêa, que também busca fortalecer sua presença na competição.
“Sou inteiramente favorável. Há clubes, como Sampaio Corrêa e Manauara, entre outros, que possuem um desempenho notável no ranking, mas foram impedidos de disputar a Série D por não alcançarem as finais dos campeonatos estaduais de suas regiões. Portanto, apoio a causa, juntamente com diversos clubes. Criamos inclusive um grupo de discussão para fortalecer o Campeonato Brasileiro da Série D, visando o aumento de participantes, a geração de empregos, o aquecimento do comércio e o fortalecimento dos clubes. Diante disso, a posição em relação ao Campeonato Brasileiro da Série D é totalmente favorável”.
O presidente do Manauara, Marcus de Souza, elogiou com entusiasmo a proposta do presidente da CBF, Samir Xaud, e afirmou que a ampliação do Campeonato Brasileiro da Série D será um marco histórico para o futebol brasileiro, criando centenas de novas oportunidades de trabalho e dando visibilidade a clubes e atletas que antes ficavam esquecidos.
“Segundo ele, o novo modelo vai beneficiar não apenas clubes que ficam inativos por longos períodos, mas também muitos atletas que ficam desempregados nesse intervalo. Além disso, os times com calendário fixo se tornarão mais competitivos, e os atletas terão maior estabilidade profissional. Os benefícios são claros: apenas os 32 clubes a mais no Campeonato Brasileiro da Série D representam 1.024 novos empregos diretos, considerando 32 profissionais por clube, entre atletas e comissão técnica. Essa mudança só traz vantagens e fortalece o futebol brasileiro, completou o dirigente”.
A proposta de ampliação: A mudança no calendário das divisões inferiores do futebol nacional começou com uma possível criação do Campeonato Brasileiro da Série E.
A Quinta Divisão brasileira chegou a ser proposta pelo Conselho Nacional de Clubes, mas não avançou.
Com isso, ganhou força o debate para o aumento do número de participantes no Campeonato Brasileiro da Série D de 64 para 96 equipes.
A ideia representaria um acréscimo de 32 clubes, com direito a uma vaga extra por federação.
Com isso, 156 clubes teriam calendário anual nas 4 divisões do futebol brasileiro.
O formato seria o seguinte:
16 grupos com 6 clubes cada.
Fase de grupos com turno e returno, sendo 10 jogos para cada clube.
Os líderes de cada chave já avançam direto para a terceira fase, enquanto aguardam outros 16 clubes que sairão da segunda fase, que é uma espécie de repescagem.
Para essa segunda fase/repescagem, vão os segundo colocado e terceiro colocado de cada grupo.
Disputam um mata-mata que vale vaga na segunda fase, onde já estão os líderes dos grupos.
Todos os 32 clubes que alcançarem a terceira fase garantem vaga na Série D do ano seguinte.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





