Aconteceu de novo. A Argentina mais uma vez nadou, nadou, e morreu na praia. Dessa vez, o cenário foi quase idêntico ao vivido pelos argentinos há um ano atrás, no Chile, quando a seleção local desbancou os ‘hermanos’ nos pênaltis. Dessa vez, a derrota aconteceu em solo americano, mais precisamente no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O resultado da final manteve o tabu de títulos do selecionado Argentino. Desde 1993, na Copa América disputada no Equador, a Argentina não comemora um título com o time principal. Lá se vão 23 anos de fila. A conta, como não poderia ser diferente, ficou para o maior jogador argentino dos últimos tempos.
Lionel Messi declarou ontem, já de cabeça fria e banho tomado, na zona mista do estádio, que a Seleção acabou para ele. A lista de decepções já é extensa. Com Messi em campo, a Seleção Argentina já foi derrotada em três finais de Copa América e uma final de Copa do Mundo. Isso sem contar a eliminação da Copa de 2010 pela Alemanha.
A falta de identificação do jogador do Barcelona com seu país natal sempre foi muito discutida, já que o mesmo mudou-se ainda jovem para a Espanha e atuou apenas por um clube na carreira: o Barcelona. No clube catalão, Messi é rei. Ninguém ousa questionar sua capacidade, principalmente por ter ajudado o clube a virar o que é hoje. Já na Argentina.
Cai sobre os ombros do melhor jogador do Mundo toda a pressão por anos e anos de dolorosos “quases” no futebol. Mas que culpa tem Lionel Messi? Vale lembrar que quando a Argentina conquistou seu último título, Lionel era apenas uma criança de seis anos de idade. Quantos jogadores passaram batidos pelo jejum? Sorín, Verón, Riquelme, Aimar, Saviola, Batistuta, Ortega, Tévez, Aguero… A lista de “fracassados” é gigantesca.
Na partida deste domingo, especialmente, Messi não esteve tão bem, e a isolada que deu na bola em sua penalidade não permite defesa. Mas ao menos nos 90 minutos, o argentino buscou jogo. Das 16 finalizações de sua equipe contra o Chile, Messi disparou três, e municiou seus companheiros em outras cinco oportunidades.
Não podemos atribuir a Messi mais do que um erro em penalidade – fundamento que está longe de ser o principal do jogador. Foram cinco gols na Copa América Centenário, sem mencionar as assistências (confesso que não me lembro, nem encontrei esse dado).
A perseguição ao principal expoente do futebol argentino é tão ou mais burra do que a perseguição que Dunga sofreu na década de 90 até o título em 1994 pela Seleção Brasileira. Não falta a Messi talento, não falta identificação, muito menos vergonha na cara, uma vez que o jogador é sempre o mais abatido a cada derrota de sua seleção.
Se essa aposentadoria da Seleção Argentina se confirmar, a Copa do Mundo de 2018 já começará menor. É uma baixa terrível, não apenas para a Argentina, mas também ao futebol como um todo. Por isso, o Esquema de Jogo endossa a campanha #NotevayasLeo criada pelo diário Olé!
Messi, esse é um apelo do futebol mundial. Não deixe nosso álbum sem a sua figurinha em 2018, por favor!





