Esquema de Jogo

Colunas, entrevistas, análises e tudo sobre o esporte!

CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A. ARBITRAGEM. CBF. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL. FIFA. FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE FUTEBOL.
Futebol Futebol Nacional

Melhora na arbitragem

Campeonato Brasileiro terá grupo de elite de árbitros e CBF (Confederação Brasileira de Futebol) inicia profissionalização com maiores salários e foco em performance e tecnologia.

Profissionais terão novos contratos com a entidade e remuneração para dedicação exclusiva.

Após promover mudanças no calendário do futebol brasileiro e implementar o sistema de sustentabilidade financeira, a nova gestão da CBF também tirou o atraso no assunto mais delicado entre clubes e jogadores, e enfim promoverá a profissionalização da arbitragem a partir de 2026.

Um grupo seleto de 72 profissionais, entre 20 árbitros centrais, 40 auxiliares e 12 assistentes dedicados apenas ao VAR formarão uma elite contratada pela entidade com remuneração fixa e variável, em um contrato que promete elevar os ganhos e permitir dedicação exclusiva à arbitragem.

O investimento previsto pela CBF é de R$ 195 milhões até 2027, com R$ 24 milhões para os árbitros de elite, o que levará ao pagamento de salários de até R$ 30 mil, fora bonificações possíveis pelo desempenho, traduzido no maior número de escalações na Série A do Campeonato Brasileiro.

Apesar do torneio ter início esta semana, os contratos serão válidos a partir de março. 

O anúncio dos nomes dos 20 árbitros centrais e demais assistentes acontece nesta terça-feira, na sede da CBF (Veja lista abaixo). 

A entidade vai detalhar todas as definições do Grupo de Trabalho que tratou do tema.

Critérios de escolha: O estudo se baseou na profissionalização já vista em países da Europa para chegar a um modelo com 4 pilares centrais: treinamento técnico, saúde e performance, tecnologia e governança/estrutura. 

Os treinamentos presenciais realizados durante a pré-temporada dos árbitros já se baseiam neles.

Os próprios árbitros e os clubes foram ouvidos sobre os desafios de melhorias para que a CBF atendesse as expectativa de todos. 

A partir daí, as mudanças foram implementadas com o objetivo de uniformizar os critérios e capacitar os árbitros para que sejam capazes de mantê-los.

As principais queixas dos clubes foram sobre a falta de critério nas decisões, seguidas pelo uso do VAR, a transparência e a dificuldade de compreensão das regras do jogo efetivamente aplicadas. 

Os árbitros, por sua vez, reclamaram exatamente da falta de um modelo profissional único a seguir.

Além disso, citaram a instabilidade financeira. 

Vale ressaltar que os árbitros não terão dedicação exclusiva obrigatória e que podem ressalvar o convite, mas o chefe da comissão de arbitragem, Rodrigo Cintra, acredita que o modelo implementado vai inibir essa prática, pois é vantajoso.

Os critérios de escolha dos 20 árbitros e 52 auxiliares se baseia no que já é adotado atualmente. 

Primeiramente, os que já integram o quadro da FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Além disso, foi levado em conta a escala dos Brasileiro de 2024 e 2025, com a média de avaliação dos profissionais no período.

Haverá no mínimo dois profissionais rebaixados por ano e 2 promoções para o grupo de elite. 

A ideia é promover a formação de uma nova geração de árbitros. 

Logo, quem estiver fora dos 72 escolhidos também poderá ser escalado no Campeonato Brasileiro da Série A pelos critérios técnicos.

Mas os árbitros ainda poderão ser afastados por erros. 

A prática vai se basear na preservação dos profissionais e amparo psicológico. 

Após 28 dias de treinamento, serão reinseridos e apitarão no Campeonato Brasileiro da Série B antes de voltar ao Campeonato Brasileiro da Série A, sem mudança na remuneração fixa por parte da CBF.

Mudanças em curso e previstas: Entre as mudanças previstas e outras já em curso, o foco é em dar instrumentos ao árbitros para atuarem com excelência. 

Nesse sentido, haverá grande investimento no VAR, que gerará gastos de R$ 50 milhões nos próximos 2 anos. 

A tecnologia também estará atrelada aos árbitros.

Com o impedimento semiautomático em testes para ser implementado mais adiante durante esta temporada, a CBF fará intervenções na central do VAR, com melhor estrutura e dinâmica para uso. 

A cabine de revisão deve mudar de local no campo para não haver tanta interferência externa.

Novidade já vista na Europa e no Mundial de Clubes da FIFA, a Refcam deve ser adotada para permitir decisões mais claras da arbitragem e até inibir ameaças de jogadores e treinadores em campo. 

A tecnologia é acoplada à cabeça do árbitro e mostra imagens com o ponto de vista do gramado.

Saúde e performance: O que muda na rotina dos árbitros com a profissionalização é que a CBF terá um estafe próprio para promover diretrizes e cobrar o cumprimento do contrato e do desempenho técnico e físico. 

Essa estrutura prevê encontros mensais no Rio para revisão por parte de uma comissão técnica.

Apostando na telemedicina, os árbitros também serão monitorados à distância enquanto estiverem apitando jogos atrelados em praça variadas. 

A aposta é em relógios com tecnologia capaz de gravar dados sobre treinamentos, sono e alimentação.

Os árbitros poderão ter as suas equipes pessoais multidisciplinares, como já acontece no alto rendimento, mas precisarão estar alinhados com o direcionamento da CBF. 

Após testes, o grupo de árbitros estrangeiros para orientação está descartado e o intercâmbio vai ser de forma orgânica.

Investimento: Nos cálculos da CBF, a iniciativa vai elevar o investimento na arbitragem em R$ 50 milhões em relação ao ano passado. 

Além dos R$ 24 milhões com o grupo de 20 árbitros, o orçamento prevê mais R$ 20 milhões em remuneração para os demais 52 profissionais, fora R$ 10 milhões com equipes da CBF.

O principal gasto da entidade será com a logística de todo esse pessoal e o respectivo estafe. 

Serão R$ 60 milhões em dois anos, com deslocamento, hospedagem e estrutura, mais que os R$ 50 milhões com o VAR e os R$ 25 milhões com o impedimento semiautomático.

CONFIRA OS NOMES:

Árbitros Centrais

Alex Stefano — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Edina Batista — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Lucas Torrealba — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Raphael Claus — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Anderson Daronco — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Felipe Lima — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Matheus Candançan — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Rodrigo Pereira — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Braulio Machado — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Flávio Souza — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Paulo Zanovelli — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Savio Sampaio — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Bruno Arleu — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Jonathan Pinheiro — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Rafael Klein — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Wagner Magalhães — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Davi Lacerda — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Lucas Casagrande — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Ramon Abatti — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Wilton Sampaio — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Auxiliares:

Alessandra Matos — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Alex Ang — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Alex dos Santos — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Alex Tmo — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Andrey Freitas — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Anne Kesy — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Brígida Cirilo — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Bruno Boschilia — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Bruno Pires — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Celso Silva — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Cipriano Silva — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Daniela Coutinho — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Danilo Mainardi — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Douglas Pagung — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Eduardo Cruz — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Evandro Lima — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Fabiani Belarmino — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Felipe Alan — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Fernanda Kruger — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Fernanda Nandrea — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Francisco Bezerra — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Gizeli Casari — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Guilherme Camilo — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Jovertson Lima — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Leila Najara — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Leone Rocha — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Luanderson Lima — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Luiz Regozane — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Maíra Mastella — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Michael Stanius — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Nilson Junior — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Neusa Back — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Rafael Alves — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Rafael Trombeta — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Rodrigo Correa — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Schumacher Gomes — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Thiago Labes — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Thiago Farinha — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Tiago Diehl — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Victor Imazu — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Árbitros VAR:

Caio Max — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Diego Lopez — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Rodrigo Dalonso — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Charly Wendy — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Marco Aurélio — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Rodrigo Guarizo — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Daiane Muniz — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Pablo Ramon — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Rodrigo Sá — CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Daniel Bins — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Rodolpho Toski — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Wagner Reway — FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol)

Reportagem: Oglobo.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confirme que você não é um robô. *