Muito além de Messi e a Seleção: veja oito motivos para ficar de olho nas eliminatórias.
Edição que começa é a última antes da ampliação da Copa do Mundo, que em 2026 dará 6,5 vagas para a América do Sul.
Torneio conta com quatro equipes no Top-10 do ranking Fifa e vários craques.
Qualquer competição que conte com Messi, Suárez e Neymar é atrativa.
Mas as eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo vão além do trio.
Além de Argentina, Uruguai e Brasil.
E a edição que começa nesta quinta-feira (8), depois de sete meses de espera, tem algumas particularidades.
A primeira rodada:
Quinta-feira, 08/10/2020
Paraguai X Peru, 19h30 (horário de Brasília)
Uruguai X Chile, 19h45 (horário de Brasília)
Argentina X Equador, 21h30 (horário de Brasília)
Sexta-feira, 09/10/2020
Colômbia X Venezuela, 20h30 (horário de Brasília)
Brasil X Bolívia, 21h30 (horário de Brasília)
Veja por que vale a pena acompanhar as eliminatórias sul-americanas:
Você provavelmente ouviu alguma vez que as eliminatórias na América do Sul são um dos torneios mais equilibrados do mundo.
É verdade.
Desde que adotou o atual formato, para o Mundial em 1998, oito das 10 seleções conseguiram vagas, apenas Venezuela e Bolívia não chegaram lá.
Em todas as edições houve disputa na última rodada.
Mas essa competitividade tende a ruir a partir do próximo ciclo.
A partir de 2026, a Copa do Mundo terá 48 seleções, e a América do Sul terá 6,5 vagas: seis diretas e uma para a repescagem.
Ou seja, 70% das equipes envolvidas podem ir ao Mundial.
Se mantiver o atual modelo, as eliminatórias podem ter suas rodadas finais com várias seleções garantidas na Copa.
Quatro seleções no Top-10 do ranking FIFA: As eliminatórias por aqui começam com quatro seleções no Top-10 do ranking da FIFA.
Brasil, Uruguai, Argentina e Colômbia.
E eles se enfrentam.
Os outros seis países do topo são europeus, mas devem integrar grupos diferentes na fase qualificatoria da Europa para a Copa.
Veja a posição do ranking das 10 seleções sul-americanas:
Brasil: Terceiro Colocado
Uruguai: Sexto Colocado
Argentina: Nono Colocado
Colômbia: Décimo Colocado
Chile: Décimo Sétimo Colocado
Peru: Vigésimo Segundo Colocado
Venezuela: Vigésimo Quinto Colocado
Paraguai: Quadragésimo Colocado
Equador: Sexagésimo Quinto Colocado
Bolívia: 75º
Brasil com Tite desde o início: A seleção brasileira passou por apuros nas seis primeiras rodadas das eliminatórias passadas, sob o comando de Dunga.
Tite chegou, levou o Brasil à Rússia com tranquilidade nos 12 jogos que seguiram, mas a queda na Copa do Mundo de 2018 lhe deixou uma lição: iniciar o ciclo pode fazer a diferença.
Nos últimos dois Mundiais, a Seleção trocou de técnico nos quatro anos que antecedem o torneio.
Mano começou o trabalho após a Copa de 2010, mas Felipão foi o treinador em 2014.
Dunga foi escolhido em seguida, mas Tite comandou na Rússia, em 2018.
E ele, provavelmente, continuará até 2022.
A Argentina vai ter paz?
As últimas eliminatórias da Argentina foram com emoção.
Começou com Tata Martino no comandou.
Depois vieram os dois vices nas Copas Américas de 2015 e 2016, e a saída do treinador.
Edgardo Bauza assumiu e, diante de uma crise política na AFA (Associação do Futebol Argentino), durou apenas oito jogos.
Sampaoli, aos trancos e barrancos, levou a Albiceleste à Rússia, mas foi um fiasco no Mundial.
Agora, Messi vê uma certa calmaria na sua seleção.
Lionel Scaloni assumiu como interino, colecionou bons resultados e agora é efetivado.
Tem a confiança do grupo e, aos poucos, renova o time. Resta saber se essa estabilidade vai seguir até o fim das eliminatórias.
O último ciclo de Messi?
Há quem goste de ressaltar que as eliminatórias são a Copa do Mundo.
Portanto, há a possibilidade que Messi, nesta quinta-feira (8), comece o seu último Mundial pela Argentina.
O craque terá 39 anos em 2026, e o Mundial do Catar, em 2022, será o seu quinto.
Não há dúvidas de que o camisa 10 tem boas condições físicas e qualidade técnica para suportar uma sexta participação em Copas.
Mas ele, que chegou a se despedir em 2016, vai querer continuar?
Na dúvida, melhor apreciar esses dois anos.
Outros craques do continente também estão na mesma situação.
Os uruguaios Cavani, não convocado desta vez, e Suárez, e o chileno Vidal têm os mesmos 33 anos de Messi.
Agüero, que se recupera de lesão, está com 32 anos.
O colombiano Falcao García tem 34 anos.
Uruguai com boa renovação: Esqueça o futebol de muita força e marcação.
O Uruguai traz boas novidades para o ciclo de 2022, especialmente no meio-campo.
E elas se destacam pela técnica.
Suárez ainda é a atração principal da Celeste, mas é bom ter sua atenção voltada a Torreira, Nández, Bentancur, Valverde e Brian Rodríguez.
O mais jovem do quinteto é Brian, atacante de lado que atua no Los Angeles Football Club e tem 20 anos.
Os mais velhos são Torreira e Nández, ambos com 24.
E todos já são protagonistas na equipe uruguaia.
Ainda há De Arrascaeta, que tem dívidas com a seleção pelo pouco que rendeu na Copa em 2018.
A geração celeste promete.
Olho na Colômbia (e James): Vale acompanhar a Colômbia só pelo que faz James Rodríguez em seu início no Everton.
O camisa 10 dos Cafeteros tem três gols e duas assistências em seus primeiros cinco jogos na equipe inglesa, que lidera a Premier League.
Mas a Colômbia tem mais a oferecer.
Duván Zapata ainda está tímido na temporada pela Atalanta, com um gol em três jogos, mas é um dos candidatos à artilharia das eliminatórias.
O técnico português Carlos Queiroz estreia no torneio após 14 jogos no comando da Colômbia, com oito vitórias, quatro empates e duas derrotas.
Vários candidatos para surpreender: Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia surgem como principais candidatos às quatro vagas diretas.
O Chile aparece para incomodar e potencial quinto colocado.
E os demais?
As eliminatórias sul-americanas começam com Equador, Peru, Paraguai e Venezuela em condições de surpreender.
A Bolívia?
É a maior zebra.
Desse grupo, os venezuelanos merecem atenção especial.
São os únicos sul-americanos que não disputaram uma Copa.
Mas têm um grupo que evoluiu muitos nos últimos anos e possui nomes fortes, especialmente no ataque.
Em 2019, venceu a Argentina por 3 a 1 em amistoso e chegou às quartas de final da Copa América.
O português José Peseiro vai estrear no comando da Vinotinto. Para as duas primeiras rodadas, no entanto, há uma baixa significativa: o artilheiro Salomon Rondón não foi liberado pelo seu clube, Dalian Pro, da China.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





