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BAHIA-BA. LIBRA. LIGA BRASILEIRA.
Análise

Mais um para a Libra

Bahia adere à Libra, sugere mudanças na divisão do dinheiro e Série A durante o ano inteiro.

Guilherme Bellintani, presidente do clube, afirma que “o melhor caminho é discutir por dentro”.

O Bahia confirmou sua filiação à Libra (Liga do Futebol Brasileiro), por meio de uma carta enviada pelo presidente do clube, Guilherme Bellintani, para a direção da liga, que agora tem 11 times da Série A em sua composição.

Até agora o Bahia era o único clube das Séries A e B que ainda não havia aderido formalmente a nenhuma das iniciativas para formação de uma liga no futebol brasileiro. 

Além da Libra, existe a Liga Forte Futebol.

“A nossa percepção é que nenhuma das alternativas é perfeita, mas a gente nem espera que seja. A Libra parece ter um lado comercial mais sólido, mais avançado. O que nós queremos é construir coletivamente um modelo que seja o mais equilibrado possível”, disse Bellintani ao Globo Esporte, numa entrevista por telefone nesta sexta-feira (20).

A decisão foi tomada exclusivamente pelo Bahia, sem a participação do City Football Group, que no fim do ano passado passou a controlar o clube, embora o fechamento do negócio ainda esteja previsto para março ou abril.

O presidente do Bahia afirmou que considera “muito bons” os argumentos usados pela Liga Forte Futebol, como a divisão mais igualitárias das receitas de uma futura liga.

“Não adianta dar um número máximo entre primeiro e último se no meio da tabela as diferenças forem problemáticas. Estudei muito os números, as tabelas das duas propostas. E elas não são tão diferentes quanto os discursos sugerem. O Bahia aceitou o convite da Libra porque considera que o melhor caminho é discutir por dentro”.

Bellintani pretende levar à Libra algumas ideias que até já haviam sido apresentadas ao grupo antes mesmo da adesão ao clube, mas agora de maneira oficial, sentados à mesma mesa.

A principal delas é sobre o processo decisório da Libra, que em sua constituição, em maio do ano passado, estabeleceu que todas as decisões a respeito de dinheiro só poderiam ocorrer com unanimidade.

“É contraproducente. Pode-se criar algumas regras de maioria qualificada para alguns assuntos, há várias possibilidades. Mas a unanimidade não é o melhor caminho”, disse.

Segundo o Globo Esporte apurou, alguns integrantes da Libra admitem fazer mudança nesse ponto de seu estatuto.

Bellintani também quer propor mudanças na divisão dos recursos, tanto do aporte inicial de algum investidor interessado em comprar parte da Libra, como das receitas recorrentes futuras, como direitos de transmissão.

“Não quero entrar no reducionismo de citar aqui um número mágico e achar que isso vai resolver tudo. Nesse ponto que considero que algumas ideias da Liga Forte Futebol podem ser aproveitadas. É justo que quem tenha mais receitas hoje queira manter sua posição, mas a divisão precisa ser mais igualitária daqui para frente, quando o bolo começar a crescer”.

Outro ponto importante que o Bahia vai levantar é a revisão do calendário. 

Em linhas gerais, o Bahia quer que o Campeonato Brasileiro dure mais tempo, e não seja espremido em sete meses, como acontece hoje.

“Entre as grandes ligas do mundo, nenhuma tem tanto tempo entre o final de uma edição e o início da seguinte. Isso existe para acomodar outros torneios, que não são prioridade. O nosso principal produto é o Campeonato Brasileiro, e hoje existe uma percepção geral de que ele mal vendido. Não é apenas isso: ele é mal formatado. O produto tem que ser melhor. O calendário não pode mais ser como é hoje depois de 2025”.

Com a adesão do Bahia, a Libra passa a ter 11 times da Série A, os outros são Botafogo, Red Bull Bragantino, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco. 

A Liga Forte Futebol tem os outros nove: Athletico-PR, Atlético-MG, América-MG, Coritiba, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Goiás e Internacional.

Bellintani afirmou que essa maioria não deveria ter tanta importância, “afinal não faz sentido a gente brigar de cabo de guerra”. 

O mais importante, para o dirigente, é aproximar os dois grupos e colocar uma liga de pé a partir de 2025.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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