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Caso Gérson precisa fazer Brasil criar modelo sobre como agir em casos de racismo no campo de jogo.
Flamengo-RJ X Bahia-BA evidencia que nem todas as vezes todos os jogadores serão solidários e sairão de campo.
É preciso definir o que fazer. Exclusão do campeonato, perda de pontos?
E tem de ir à Justiça criminal.
Menos de duas semanas depois do caso histórico de Paris Saint-Germain (França) X Istambul Basaksehir (Turquia), uma acusação de racismo explode no futebol brasileiro.
É claro que é necessário ouvir Juan Pablo Ramírez.
Parece difícil crer que Gérson tenha a explosão de fúria sem um motivo cruel, como ser chamado de “negro” dentro de campo.
O caso precisa seguir.
Gérson deve levar à Justiça criminal.
Racismo é crime!
Mas é necessário, e com urgência, que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) se posicione sobre qual será o código para crimes assim, cometidos dentro de campo.
Já houve a perda de pontos e consequente eliminação do Grêmio, por ofensas de sua torcida ao goleiro Aranha. Nunca mais se repetiu aquela decisão.
É o caso de tirar pontos do Bahia?
Ou o caso de, confirmada a injúria racial, excluir Juan Pablo Ramírez de todo o restante da temporada?
A punição individual parece mais justa do que ao clube, mas não pode continuar sendo subjetivo.
Tem de haver decisões objetivas, previstas pelo código e pelos regulamentos de campeonatos.
Seria o caso de todos os jogadores saírem de campo, em solidariedade a Gérson, como aconteceu em Paris.
Mas Paris Saint-Germain (França) X Istambul Basaksehir (Turquia) não se repetiu no Maracanã.
Então, é preciso criar penas rigorosas e precisas sobre casos assim.
Também é necessário e urgente que jogadores vítimas de racismo levem os casos até a Justiça Criminal.
Não pode mais ficar barato.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro