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CAMEPOANTO MINEIRO. MÓDULO 1. VILLA NOVA-MG. TUPINAMBÁS-MG.
Análise

Liminar negada

TJD-MG (Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais) nega liminares de Villa Nova e Tupynambás e mantém volta do Campeonato Mineiro.

Clubes entraram com tutelas cautelares na última sexta-feira (10), pedindo o adiamento do reinício da competição e a suspensão do rebaixamento em função da pandemia da Covid-19.

O reinício do Campeonato Mineiro está mantido para 26 de julho.

Nesta terça-feira (14), o TJD-MG negou as tutelas cautelares de Tupynambás e Villa Nova, que pediam o adiamento do retorno do torneio e a suspensão do rebaixamento neste ano.

Nas ações, os clubes pediam que ao menos as suas partidas de retorno fossem suspensas, sem considerar a possibilidade de W.O.

Na décima rodada, o Tupynambás recebe a Caldense, enquanto o Villa Nova viaja para enfrentar o Uberlândia.

A alegação de ambos os clubes para os pedidos foi de que a pandemia do novo coronavírus, que paralisou o torneio em março, tornou inviável o prosseguimento do mesmo, sob o ponto de vista da saúde pública e do aspecto financeiro.

Na negativa da liminar, Bruno Dias Cândido, presidente do TJD-MG, explicou que os protocolos para a retomada do Estadual foram elaborados por profissionais “habilitados e competentes”.

“A FMF (Federação Mineira de Futebol) elaborou, com auxílio de profissionais de saúde, proposta de protocolo sanitário para práticas esportivas. A referida proposta foi analisada e aprovada pelo Governo do Estado de Minas Gerais, através de um Grupo criado com profissionais habilitados e competentes, especialmente para tal fim”.

Outro argumento citado por Bruno para fundamentar a negativa foi o fato de a retomada do Campeonato Mineiro ter sido decidida de forma democrática, em reunião virtual que contou com representantes dos 12 clubes.

“Ressalta-se, outrossim, que a decisão de retomar o campeonato foi tomada de forma democrática, uma vez que foram os próprios clubes que, por maioria, decidiram pelo retorno da competição”.

Em contato com o GloboEsporte.com, o advogado Alexandre da Costa Franco, que representa os dois clubes, criticou a decisão do TJD, alegando que o Tupynambás está proibido de treinar em Juiz de Fora. Sendo assim, segundo ele, os jogadores vão se conhecer no dia da partida, situação comparada a uma “pelada de final de ano”.

“O Tribunal entendeu que todas as razões que inserimos, inclusive com relação à decisão do TJ-MG com relação aos serviços essenciais. Juiz de Fora e Nova Lima estão incluídas nessa decisão. Inclusive em Juiz de Fora o Tupynambás recebeu uma intimação da prefeitura proibindo que o clube treine, então é uma situação totalmente sui generis. Vamos ter que contratar atletas e eles vão para o jogo sem qualquer tipo de treinamento, porque não pode. Vamos registrá-los no BID (Boletim Informativo Diário) e eles vão se conhecer no dia, como se fossem peladas de fim de ano. Essa decisão corrobora mais ainda o desnivelamento técnico que estamos pregando, além de não seguir as diretrizes da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em relação ao retorno dos atletas na pandemia.

Villa Nova e Tupynambás, são, respectivamente, penúltimo e último colocados do Campeonato Mineiro.

Na próxima rodada, dependendo de uma combinação de resultados, ambos já podem ter o rebaixamento ao Módulo II decretado.

Na última rodada, o Villa tem um confronto direto contra o Coimbra, em casa.

O Tupynambás, por sua vez, viaja a Varginha para enfrentar o Boa Esporte.

Ficou decidido, em reunião, que o regulamento do torneio será mantido neste retorno, com semifinais e final decididas em jogos de ida e volta.

O torneio Inconfidência, disputado entre o quinto e o oitavo colocados, por sua vez, terá seu campeão definido com jogos únicos na semifinal e na final.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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