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VASCO-RJ. CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A DE 2020.
Análise

Líder do Brasileirão, até onde o Vasco pode ir?

Colunistas do GLOBO analisam o início de campeonato do time de Ramon Menezes, que está no topo da tabela com um jogo a menos.

Poucos vascaínos se atreveriam a cravar que o Vasco abriria o Brasileirão de 2020 com três vitórias seguidas, dois jogadores entre os artilheiros e, de quebra, a liderança do campeonato, com um jogo a menos.

Numa competição em que as forças ficaram menos previsíveis por causa da paralisação em decorrência da pandemia do coronavírus, o time de São Januário soube aproveitar os desníveis físicos e técnicos dos concorrentes e enfileirar triunfos diante do Sport, São Paulo e Ceará.

Para os analistas, o momento não pode gerar expectativas irreais, mas deve ser comemorado.

A estreia do Vasco, inclusive, seria fora de casa diante do Palmeiras, um dos times que encabeçam a lista de favoritos ao título.

A coincidência da data da primeira rodada do Brasileiro com a final do Paulista levou ao adiamento do jogo.

Sem data para acontecer, seria um exercício de futurologia determinar em que lugar na tabela as duas equipes estarão quando finalmente se encontrarem.

Porém, as três atuações do cruzmaltino sugerem alguns caminhos que o Vasco pode percorrer na competição.

Todos eles tendem a ser melhores do que os torcedores tiveram de encarar nos dois últimos anos na competição nacional.

Em 2019, chegou a flertar com a parte de cima da tabela no returno, mas não passou do décima segunda.

Na edição anterior, correu risco de rebaixamento, mas se salvou com o décimo sexto lugar.

“Considerando a trajetória do Vasco nos últimos anos, esse ótimo início de campeonato já tem o mérito de trazer segurança para o próprio trabalho do time. Sim, ainda é uma amostra pequena, mas se vê um time trabalhador, que sabe o que pretende. A pontuação não deveria empolgar pela questão da liderança, porque a caminhada é muito longa e difícil, mas por demonstrar, à torcida e aos próprios jogadores, que encarar todos os jogos da forma como se viu até agora pode conduzir o Vasco por uma rota muito mais tranquila do que nos campeonatos recentes”, afirma o colunista do GLOBO André Kfouri.

A paz dada ao técnico Ramon Menezes, que está em seu primeiro trabalho à frente de um clube grande, é o grande significado da liderança, na opinião do colunista Carlos Eduardo Mansur.

“O lado bom é o nível de tranquilidade e respaldo para um treinador jovem, iniciante em clube grande, poder trabalhar. Ele precisa desses resultados para ter estabilidade”, diz.

No entanto, tem-se de evitar que o sucesso inesperado se transforme em armadilha.

Num campeonato longo, que só termina em fevereiro do ano que vem, o time do Vasco ainda carece de opções para aguentar o desgaste de jogos seguidos.

“O Vasco do Ramon tem muitos méritos, que ficaram evidentes nas primeiras rodadas. O time é compacto, rápido. O time titular está no nível dos que vão brigar pela Taça Libertadores da América. Resta saber se os reservas estarão à altura quando a conta do desgaste físico chegar, e parece inevitável que chegue, para o Vasco e para todos os outros times”, analisa o colunista do GLOBO Martín Fernandez.

As oscilações que vierem a ocorrer não podem ser seguidas de cobranças fora de hora, acredita Mansur.

Apesar das três vitórias, as atuações não estão necessariamente ligadas ao desempenho.

Sobretudo no confronto com o Ceará, no qual o jogo se manteve igual até o segundo gol vascaíno:

“O Vasco não pode gerar um nível de expectativa fora da realidade. Precisa ter sempre em mente qual era a expectativa antes do campeonato. Não dá para transformar uma eventual queda no aproveitamento e transformar isso em crise. Se der para se manter la em cima, espetacular. Mas é sempre bom se lembrar de onde você saiu. O Vasco ainda tem questões a resolver. Por vezes, tem dificuldades na saída de bola, na construção da jogada. É um time em formação. O fundamental é o Vasco não perder isso de vista”.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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