
Eleições de MVP na NFL sempre ocorrem de acordo com a temporada regular e em nada tem a ver com o desempenho do vencedor durante os Playoffs. Peyton Manning foi absolutamente imbatível na temporada regular. Recebeu o prêmio pela quinta vez na carreira.
O Denver Broncos e o Seatle Seahawks deveriam ter feito no Superbowl XLVIII um dos jogos mais disputados dos últimos tempos. Peyton Manning era parte do plano de dar emoção ao jogo. Não deu emoção, deu safety na primeira jogada do jogo. Massacre do Seahawks depois disso, na verdade foi uma aula do time de Russell Wilson, o estreante na grande final do futebol americano, principalmente na parte defensiva.
O tamanho de uma lenda nos esportes se mede em conquistas individuais e sim em conquistas. No futebol Messi terá problemas para se provar melhor que Maradona e Pelé, ou até Zidane se não vencer uma Copa, por exemplo. No futebol americano, Dan Marino teve inúmeros recordes na carreira, assim como Jim Kelly, que foi a quatro Superbowls seguidos, ambos não conseguiram os anéis. Entram nas listas de melhores de todos os tempos, não na lista de maior de todos, onde sempre se discute Joe Montana, eu não tem recorde nenhum, mas tem três títulos.
Manning não vai ter esse problema de Marino e Kelly, já tem sua taça. Mas as derrotas nas outras duas vezes, com atuações questionáveis (lançou uma interceptação decisiva na final contra New Orleans em 2011, fora a tragédia em Nova Iorque) tornam a defesa dele como o melhor de todos, já que até Eli Manning, seu irmão menos talentoso, já tem dois Lombardis.
O quarterback dos Broncos já disse que não vai parar, mesmo com 37 anos de idade. Pode aprender com mais essa derrota e tentar chegar de novo ao jogo decisivo e apagar a má impressão de ontem. Talento para chegar todos sabem que ele tem, telento e time.





