Jogador da NFL (National Football League – Liga Esportiva Profissional de Futebol Americano dos Estados Unido) é preso em protesto por Breonna Taylor, morta a tiros por policiais.
Caso aconteceu em março deste ano e voltou a ser motivo de protestos junto com as manifestações contra a morte de George Floyd.
O recebedor Kenny Stills, do Houston Texans, da NFL, foi preso na noite desta terça-feira (14) durante protestos contra a morte de Breonna Taylor, uma socorrista baleada por policiais em Lousville, no estado de Kentucky.
Outras 87 pessoas também foram detidas.
Stills, de 28 anos, é uma das vozes a favor da justiça social na NFL, tendo permanecido ao lado de Colin Kaepernick durante os protestos sob joelhos durante o hino nacional antes das partidas da liga, em 2016.
O atleta estava em um protesto organizado na frente da casa do procurador Daniel Cameron, que cobrava do poder público punições para os policiais envolvidos no homicídio de Taylor, e foi acusado de intimidar uma pessoa em processo legal, conduta criminosa e desordem.
Breonna Taylor foi morta com oito tiros em 13 de março, quando policiais invadiram o apartamento onde ela estava com o namorado.
Os agentes, que portavam um mandado de busca sem a necessidade de permissão, estariam à paisana, em uma operação contra o tráfico de drogas.
“Estamos cientes da situação e buscando mais informações”, declarou o Houston Texans, sem dar mais detalhes.
Após processos movidos pela família de Breonna, o FBI (Federal Bureau of Investigation ou Departamento Federal de Investigação) assumiu a investigação do caso.
Dos três policiais, um foi demitido e outros dois foram retirados das ruas.
No entanto, ninguém ainda foi preso.
A americana foi baleada no que os policiais alegam ter sido um confronto com o parceiro da vítima, que estaria armado e teria atirado ao pensar se tratar de uma invasão criminosa.
A jovem, de 26 anos, trabalhava com emergências médicas e, antes de morrer, atuava na Universidade de Saúde de Louisville Health.
A morte da socorrista provocou comoção nacional, e além de ser lembrado por atletas como Stephen Curry e Kyrie Irving, também foi alvo de manifestações de personalidades como a cantora e ativista Beyoncé e a atriz Viola Davis.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





