Nesta semana tivemos a notícia (ainda não oficial) que o goleiro Rogério Ceni deve adiar novamente sua aposentadoria. O atual contrato do Mito vai até 6 de agosto e seria estendido até o final do ano, mais precisamente o dia 31 de dezembro. A renovação teria sido um pedido do novo treinador, Osório, que assume o time na próxima segunda-feira.
É muito complicado quem está de fora da situação opinar se ele deve ou não parar. Pelo que conhecemos do Rogério e de sua trajetória, deve ser muito difícil para ele ter que tomar essa decisão. Somente ele e o São Paulo podem avaliar com mais propriedade se ainda há condições físicas e técnicas para continuar postergando algo que é cada vez mais inevitável.
A meu ver, Rogério poderia ter parado no final de 2013, quando o São Paulo correu sérios riscos de ser rebaixado e conseguiu se recuperar só após a chegada do Muricy. Ceni por pouco não teve que encerrar sua carreira na série B. Continuar prolongando, levando em conta a situação política do clube e o desempenho dos demais atletas, só aumentará as chances de passar por situações muito chatas, como eliminações e jogar em um time apático e sem brio.
Outro momento oportuno para se aposentar foi no final do ano passado, quando o São Paulo foi vice-campeão brasileiro e por pouco não chegou à final da Copa Sulamericana. O desempenho do time no segundo semestre, a classificação para a Libertadores e a contratação de reforços pontuais davam a esperança de que o Tricolor pudesse ir longe. Rogério acreditou na possibilidade de ganhar a América mais uma vez e não pode ser crucificado por isso.
Por incrível que pareça, adiar a aposentadoria para o final do ano parece ser uma coisa sensata, a meu ver. Em agosto, com o Campeonato Brasileiro em andamento, não me parece ser a época ideal para jogos festivos. Se for colocado na balança, acho que será mais prejudicial do que benéfico ao clube como um todo.
Caso se confirme a permanência do Mito até o final do ano, ele terá a chance de terminar a vitoriosa carreira por cima e uma oportunidade de ouro de preparar seu (s) substituto (s). Para o bem do clube, Ceni deveria revezar com o goleiro reserva – Renan Ribeiro, e mais tarde o Dênis. Esse “esquema” serviria para que Renan e Dênis se acostumassem com a responsabilidade e para que a torcida vá se acostumando a “sobreviver” sem o Rogério.
A trajetória de Rogério Ceni no São Paulo nunca será esquecida e nada poderá manchar tudo que ele fez e representa para todos que o viram jogar. Para muitos, é o maior jogador da história do clube e me incluo nessa. Fará muita falta ao clube em todos os aspectos. Porém, o torcedor tricolor precisa se acostumar e aceitar que os ídolos vem e vão, mas a agremiação continua e outros ídolos chegarão.






