NBA. TRANSMISSÃO. DIVULGAÇÃO.

Indústria da transmissão

Crescimento nas transmissões da NBA (National Basketball Association é a principal liga de basquetebol profissional da América do Norte).

NBA (National Basketball Association é a principal liga de basquetebol profissional da América do Norte) exalta crescimento das transmissões e novas demandas dos patrocinadores no Brasil.

Em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo, liga destaca que o Brasil tem quase o dobro de jogos transmitidos em relação aos Estados Unidos e detalha prioridades para o mercado brasileiro.

Em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo, Arnon de Mello detalhou a expansão das transmissões e dos negócios da NBA no Brasil.

A liga pretende ampliar sua base de torcedores, fortalecer parcerias comerciais e investir em programas de desenvolvimento do basquete.

O executivo também destacou a trajetória de Gui Santos no Golden State Warriors e sua participação nas iniciativas da NBA no país.

A NBA tem ampliado sua operação no Brasil com uma estratégia que reúne distribuição de conteúdo, patrocínios, experiências presenciais e formação de novos públicos. 

Em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo, Arnon de Mello, vice-presidente da liga para América Latina e Canadá, apresentou os indicadores que acompanham o crescimento da organização no mercado brasileiro e explicou como as mudanças no comportamento dos torcedores influenciam os investimentos realizados no país.

Um dos principais dados apresentados pelo executivo envolve os direitos de transmissão. 

Segundo o executivo, o Brasil tem atualmente quase o dobro de jogos disponibilizados pela ESPN e pelo Amazon Prime em comparação com os Estados Unidos. 

A oferta é complementada pelas partidas gratuitas no YouTube da NBA Brasil e pelos conteúdos disponíveis no aplicativo NBA League Pass.

O volume de transmissões faz parte de uma avaliação que também considera o número de parceiros locais, o desempenho das plataformas digitais e a participação dos torcedores nas iniciativas da liga. 

Ao abordar os resultados dos últimos 5 anos, o profissional afirmou que o crescimento não está concentrado em uma única área da operação.

“Temos muitos indicadores que mostram esse crescimento, desde a quantidade de parcerias locais, passando pelos números das plataformas de conteúdo, do engajamento dos nossos fãs e das muitas iniciativas que temos no país. Outro número importante é que, hoje, o Brasil tem quase o dobro de jogos transmitidos pela ESPN e pelo Amazon Prime do que nos Estados Unidos, além das partidas disponíveis sem custo no YouTube da NBA Brasil e de todo o conteúdo que oferecemos no nosso aplicativo NBA League Pass”, afirmou.

A presença da NBA em diferentes serviços acompanha a fragmentação do consumo audiovisual e permite que os brasileiros tenham acesso à competição por meio de televisão, streaming, plataformas gratuitas e canais próprios. 

A distribuição das partidas também se relaciona ao esforço da liga para aproximar consumidores que acompanham o basquete com diferentes níveis de frequência.

O planejamento para os próximos anos inclui investimentos na formação esportiva, com programas destinados a crianças e adolescentes. 

A organização pretende continuar desenvolvendo o NBA Basketball School e o Júnior NBA, além de manter eventos, atividades em lojas oficiais e experiências presenciais com os torcedores.

“Vamos seguir investindo no crescimento da nossa base, desenvolvendo o esporte por meio de programas infanto-juvenis, como NBA Basketball School e jr. nba, porque acreditamos que esse primeiro contato com o basquete é muito importante, onde se cria o interesse, onde se assimila valores e estimulamos a paixão pelo esporte. Isso sem falar nos eventos, experiências presenciais e ações para o nosso público em nossas lojas”, acrescentou Arnon.

A ampliação das plataformas disponíveis ocorre em um momento de transformação na maneira como o público acompanha o esporte. 

Para a NBA, o relacionamento com os torcedores envolve uma combinação de transmissões, conteúdos digitais, jogos eletrônicos e interações com atletas e criadores, que podem ocorrer independentemente da realização das partidas.

A organização identifica nos consumidores mais jovens um comportamento particularmente diversificado. 

O NBA2K, por exemplo, funciona como um dos primeiros pontos de contato com a competição, apresentando jogadores, equipes e características da modalidade a pessoas que nem sempre acompanham regularmente os confrontos.

“O comportamento do brasileiro em relação ao consumo de esporte e entretenimento vem mudando nos últimos tempos. E estamos acompanhando essas mudanças. No caso da NBA, isso vai além da transmissão do jogo. A prática é muito importante, mas vemos que os jovens acompanham a NBA de várias maneiras, inclusive com o NBA2K. É uma forma de conexão que, muitas vezes, leva depois para a quadra e para outros pontos de contato com a liga”, explicou o vice-presidente.

Essa relação com o público também se desenvolve nas redes sociais, onde os consumidores acompanham melhores momentos, entrevistas, notícias e estatísticas. 

A disponibilidade permanente de informações permite que os torcedores mantenham contato com a NBA mesmo quando não estão assistindo a uma partida completa.

A estratégia da liga considera essas diferentes formas de consumo como parte de uma mesma experiência. 

O interesse despertado por conteúdos de curta duração, por um jogador ou por uma interação digital pode levar o consumidor a buscar outras informações sobre a competição e, posteriormente, acompanhar os jogos ao vivo.

“Hoje o fã assiste aos melhores momentos nas redes sociais, interage com jogadores e criadores de conteúdo, consome notícias e estatísticas em tempo real, se conecta com a liga por diferentes plataformas, está conectado o tempo todo. E nosso papel é entender e oferecer essas opções para que escolham a melhor maneira de acompanhar a liga, de interagir, facilitando o acesso às transmissões ao vivo, conectando o conteúdo que desperta o interesse do fã à possibilidade de assistir aos jogos. Queremos conquistar cada vez mais fãs, aumentar o engajamento, fazer com que a experiência seja cada vez mais acessível e que essa conexão seja cada vez mais forte”, declarou.

Patrocinadores buscam diferentes propriedades da liga: O crescimento da operação brasileira também envolve mudanças no relacionamento com os parceiros comerciais. 

Segundo Arnon de Mello, os patrocinadores passaram a buscar acordos que permitam desenvolver projetos em diferentes áreas da NBA, com ações de comunicação, experiências e iniciativas de relacionamento com os consumidores.

A elaboração dos contratos considera os objetivos específicos de cada empresa. 

O trabalho conjunto envolve a escolha das propriedades comerciais, o planejamento das campanhas e a definição de formatos capazes de aproximar as marcas dos públicos que acompanham a competição.

“As marcas não querem apenas ser parceiras ou o patrocínio que era tradicional há alguns anos. E nem a NBA pensa assim. Em cada novo acordo, trabalhamos juntos às marcas para entender seus objetivos, os melhores caminhos de alcançar o público de maneira autêntica, criando conexões verdadeiras, oferecendo experiências e gerando engajamento que fortaleça sua presença junto aos fãs”, afirmou o executivo.

A atuação comercial contempla diferentes propriedades da liga, incluindo conteúdos digitais, licenciamento de produtos, eventos, ações de hospitalidade e programas de prática esportiva. As empresas podem participar de iniciativas que alcançam tanto os consumidores interessados nas partidas quanto aqueles que se relacionam com a NBA por meio de produtos, experiências e referências culturais.

Arnon destacou que os parceiros locais têm buscado uma participação mais ampla na operação. 

As ações comerciais são desenvolvidas em diferentes plataformas e podem reunir campanhas publicitárias, experiências presenciais e projetos ligados ao desenvolvimento do basquete.

“Não é sobre visibilidade apenas, é sobre gerar uma conexão relevante e temos tido resultados muito importantes e significativos em campanhas, conteúdos, ativações e eventos. Nossos parceiros locais são muito ativos, não querem apenas associação com a liga: eles estão em todas as plataformas, desde o licenciamento até a ativação com fãs, nas ações de hospitalidade, experiências, até a prática do basquete”, comentou.

A variedade de propriedades também acompanha a diversidade dos consumidores alcançados pela organização. 

A NBA mantém contato com públicos de diferentes faixas etárias e interesses, por meio das transmissões, das redes sociais, do licenciamento, da moda e dos eventos realizados em seus mercados de atuação.

As lojas oficiais integram essa estrutura comercial, reunindo a venda de produtos licenciados e atividades de relacionamento com os torcedores. 

Eventos como a NBA House também oferecem oportunidades para a participação de patrocinadores em experiências realizadas fora do ambiente das partidas.

O executivo explicou que a definição das ações depende das estratégias de cada empresa e das oportunidades oferecidas pela liga. 

A NBA procura desenvolver os projetos em conjunto com os parceiros, considerando os formatos mais adequados para seus objetivos comerciais.

“Hoje a liga ‘conversa’ com todos os públicos, de todas as idades, seja por meio das transmissões dos jogos, de produtos, do lifestyle, das redes sociais, dos eventos… Nosso papel é entender os objetivos de cada parceiro, desenvolver planos para potencializar as estratégias de nossos parceiros e encantar os nossos fãs”, acrescentou.

Gui Santos ganha espaço nas iniciativas: A presença de atletas brasileiros na competição também integra o relacionamento da NBA com o público nacional. 

Um dos nomes destacados por Arnon de Mello foi Gui Santos, jogador do Golden State Warriors, que conquistou maior espaço na franquia durante a última temporada e passou a participar de diferentes atividades promovidas pela liga no país.

O executivo ressaltou a evolução do atleta dentro da equipe e sua identificação com os torcedores brasileiros. 

A participação de Gui em eventos e conteúdos produzidos pela organização ampliou sua presença nas iniciativas voltadas ao mercado nacional.

“Gui é um atleta que reúne qualidades que vão além das quatro linhas. Em quadra, ele já demonstrou seu talento, suas qualidades e sua determinação, especialmente na última temporada, conquistando seu espaço no Golden State Warriors, como um jogador importante para a franquia”, avaliou.

A NBA também produziu um documentário dedicado ao brasileiro. 

Intitulado Gui Santos do Brasil, o conteúdo foi disponibilizado no canal oficial da liga no YouTube e contou com uma equipe responsável por acompanhar o jogador durante toda a última temporada.

A produção registrou aspectos de sua trajetória profissional e de sua rotina fora das quadras. 

O material passou a integrar a oferta de conteúdos da NBA direcionados aos torcedores brasileiros, apresentando a experiência de um representante do país na principal liga de basquete do mundo.

“Fora delas, é um jovem que ganhou o coração do fã brasileiro pelo seu jeito, e tivemos a oportunidade de conhecer mais sobre ele com o documentário ‘Gui Santos do Brasil’, produzido para o nosso canal do YouTube, onde tivemos uma equipe acompanhando toda a sua última temporada”, comentou o vice-presidente.

Gui Santos também participou de sessões de autógrafos na NBA Store Arena e na NBA House deste ano. 

As atividades fizeram parte das ações presenciais organizadas pela liga para aproximar os torcedores dos profissionais que atuam na competição. 

Além dos encontros com o público, o jogador esteve presente em entrevistas e iniciativas nas redes sociais.

“Seja pelas redes sociais, seja em suas entrevistas, nas muitas ações em que ele participou com a NBA no Brasil, como sessões de autógrafos na NBA Store Arena ou na NBA House deste ano, Gui sempre mostrou carinho pelos fãs, mostrou ser uma pessoa de valores, e que sabe bem a importância que tem hoje como alguém que pode inspirar, principalmente, as novas gerações”, finalizou.

Reportagem: MKTesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro