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PAN-AMERICANO DE 2019. SEMIFINAL. BRASIL. ELIMINADO. COLÔMBIA. CLASSIFICADO.
Análise

Inacreditável

Virada inacreditável! Brasil cai para a Colômbia e vai disputar o bronze no vôlei feminino no Pan.

Seleção brasileira abre 2 sets a 0, tem chances de fechar a partida, mas não define o jogo e fica fora da final dos Jogos Pan-Americanos de Lima.

A seleção feminina de vôlei entrou em quadra, neste sábado (10), para a disputa da semifinal contra a Colômbia empolgada com a chance de chegar à final do Pan.

O Brasil teve o jogo na mão e chances para fechar.

Mas não resistiu à pressão da empolgada seleção colombiana que, de virada, venceu o jogo por três sets a dois (25/22, 27/25, 14/25, 26/28 e 9/15) e garantiu a vaga na decisão.

Ao Brasil, resta a disputa do bronze.

A partida começou na mão do Brasil, que logo abriu dois sets a zero.

Perdeu feio o terceiro, mas, no quarto, teve chances reais de fechar o jogo ao abrir cinco pontos de vantagem e, mesmo depois das rivais encostarem, ter oportunidades de encerrar a partida.

Com pouco poder de fogo no ataque, a seleção não conseguiu botar no chão e deixou a Colômbia acreditar.

No quinto set, as colombianas só precisaram jogar o básico contra um time totalmente abatido.

O Brasil faz a disputa do bronze contra o perdedor do duelo entre Argentina e República Dominicana.

O jogo será neste domingo (11), às 11 horas (horário de Brasília).

A Colômbia disputa a medalha de ouro a partir das 13 horas (horário de Brasília).

Improvisada na ponta, Paula Burgo fazia um bom jogo até o fim do quarto set, quando todo o time parou.

Não comprometeu no passe e ajudou muito no ataque.

A jogadora fez 19 pontos. Pelo lado colombiano, Coneo e Martinez, ambas com 27 pontos, foram as principais jogadoras da partida.

Zé Roberto resolveu escalar a oposta Paula Burgo na ponta desde o início para ajudar nas viradas de bola do time.

Essa tática ajudou a seleção a vencer os Estados Unidos e se classificar para as semifinais.

E mais uma vez fez efeito.

A Colômbia chegou a abrir três de vantagem (10 a 7) em um erro de arbitragem, que marcou toque no bloqueio em ataque para fora das colombianas.

Mas o Brasil rapidamente se achou em quadra, empatou com Lorenne (10 a 10), e virou numa china com Lara (13 a 12).

As duas equipes passaram a fazer um jogo disputado, com muitos rallys.

Em um deles, o Brasil finalmente conseguiu abrir dois de vantagem, em uma invasão da Colômbia (22 a 20).

Na reta final, o time foi muito bem e garantiu a vitória na parcial em um ataque de Lorenne: 25 a 22.

O Brasil voltou para o segundo set desconcentrado.

Em um saque cruzado de Rangel, a Colômbia abriu quatro pontos (11 a 7).

A seleção demorou a reagir, mas conseguiu.

Com um bom ataque de Paula no contra-ataque e um erro da Colômbia após saque de Maira, o Brasil encostou (19 a 17).

E teve a chance de empatar três vezes no mesmo lance, mas as colombianas seguraram a pressão e viraram a bola (21 a 19).

Só que o Brasil ganhou confiança e na oportunidade seguinte, igualou em mais um ataque de Lorenne (21 a 21).

O jogo ficou mais tenso.

O Brasil abriu 24 a 22 em ataque de Maira.

Mas levou a virada depois de erros de Lorenne e Macris (25 a 24).

Aí foi Coneo, a melhor atacante da Colômbia, quem errou o ataque e deixou o Brasil de novo com a bola do jogo (26 a 25).

Em um rally de quase 40 segundos, a seleção fechou com Lorenne explorando o bloqueio: 27 a 25.

No primeiro ataque de Lorenne no terceiro set, ela foi bloqueada.

No segundo, a bola pegou no bloqueio e deu contra-ataque.

Macris logo percebeu que a oposta estava marcada demais e passou a dar bolas para Paula.

E ela virou, uma, duas, três, quatro.

Mas, apesar do excelente momento da ponteira, a Colômbia se aproveitou de erros do Brasil para, mais uma vez, abrir na frente (8 a 5).

Vantagem que ficou ainda maior após erro de Lorenne no ataque e de recepção de Maira (13 a 7).

Aí a pane foi geral. Nem Paula virava mais.

Em um toco em cima da ponteira, a Colômbia abriu impressionantes nove pontos (17 a 8).

Zé tentou mexer no time, colocou Lorenne no banco e a oposta chorou enquanto assistia ao fim do terceiro set: 25 a 14.

Se a seleção sofreu com o apagão no terceiro set, a comissão técnica deve ter “colocado os dedos das jogadoras na tomada” no intervalo.

Porque o time voltou ligado no 220.

Em bola de segunda de Macris a seleção abriu 3 a 0.

Com dois bloqueios e um ataque de Lara, a seleção abriu ainda mais (8 a 3).

A República Dominicana reagiu e chegou a ficar dois pontos atrás em bloqueio em cima de Lorenne (14 a 12).

Mas Paula recolocou a vantagem brasileira em quatro pontos (16 a 12).

Mais uma vez, a Colômbia diminuiu em bom contra-ataque (21 a 20).

Em mais um bloqueio sofrido por Lorenne, a Colombia empatou (22 a 22) e virou na hora decisiva em ataque de Paula que a arbitragem deu fora (24 a 23).

Os times passaram a trocar pontos, o Brasil teve três chances de fechar o jogo, mas a Colômbia soube segurar melhor o nervosismo e venceu por 28 a 26.

A derrota na parcial anterior foi um balde de água fria.

A seleção entrou mal demais no set decisivo e logo de cara viu a Colômbia abrir quatro pontos (5 a 1).

Zé trocou Paula por Lana para tentar alguma mudança.

De nada adiantou.

Apático, o time brasileiro não foi capaz de esboçar qualquer reação até o último ponto colombiano em 15 a 9.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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