Libra e LFU (Liga Forte União do Futebol Brasileiro) publicam nota conjunta contra reforma tributária, que eleva imposto sobre a SAF (Sociedade Anônima do Futebol).
Clubes reclamam do aumento da alíquota, de 5% para 8,5%, e afirmam que taxação pode “impedir a criação do futuro maior mercado de futebol do planeta”.
Representantes de mais de 40 clubes, os blocos Libra e LFU publicaram nesta sexta nota conjunta contra a reforma tributária.
Eles se queixam do aumento que o governo propõe para o imposto sobre a SAF.
Hoje, a Lei da SAF fixa o imposto em 5% da receita mensal do clube-empresa, excetuadas transferências de atletas, alíquota que muda para 4% a partir do sexto ano de existência da companhia, incluída a partir de então a receita com vendas de direitos de jogadores.
Caso a reforma vá adiante da maneira como o governo propõe, a taxação sobre as SAFs seria elevada para 8,5%.
Esse imposto unificado substitui a cobrança de IRPJ (Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), CPP (Contribuição Patronal Previdenciária), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Impostos sobe Bens e Serviços).
“A aprovação desta alteração, caso se confirme, poderá impedir a criação, como já se anuncia dentro e fora do país, do futuro maior mercado [de futebol] do planeta”, afirmam os clubes na nota.
“E, pior, afasta investimentos futuros, com enormes impactos esportivos, sociais e econômicos; desincentiva projetos em andamento, inclusive aqueles que já se revelam exitosos”, complementam.
A reforma tributária deve ser votada nesta terça-feira (17), nas próximas horas, segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Deputados e senadores estão votando uma série de medidas antes do recesso parlamentar, previsto para começar na próxima segunda-feira (23).
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





