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STJD. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA.
Análise

Impasse continua

Botafogo, Fluminense e FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) não chegam a acordo, e decisão caberá ao presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

Em mediação neste sábado, clubes e federação não se entendem mais uma vez.

Dupla se recusa a entrar em campo já nesta segunda-feira (22), e FERJ não aceita que partidas sejam apenas em julho.

Na continuação da mediação proposta pelo STJD, neste sábado (20), Botafogo, Fluminense e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) não chegaram a um acordo sobre as datas de realização das partidas restantes dos clubes na Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca.

Desta forma, caberá ao presidente do tribunal, Paulo César Salomão Filho, a decisão final, que deve ser despachada ainda nesta tarde.

Aliados na posição contrária ao retorno imediato do futebol em meio ao quadro crítico da pandemia do novo coronavírus no Estado do Rio de Janeiro, Mário Bittencourt e Nelson Mufarrej, presidentes de Fluminense e Bota, respectivamente, tentam adiar na justiça desportiva os jogos de seus clubes, marcados para os dias 22 e 25 de junho pelo arbitral da FERJ, para o mês de julho.

Os times só voltaram a treinar presencialmente apenas nesta sexta-feira (19) (Fluminense) e neste sábado (20) (Botafogo) e lutam para garantir, ao menos, dez dias de preparação aos seus atletas.

Nas últimas 24 horas, houve recorde de mais de 6 mil casos confirmados de Covid-19 no Rio de Janeiro, totalizando 8.595 mortes e 93.378 infectados.

A reunião de conciliação não chegou a um acordo na sexta-feira (19) e foi retomada no fim da manhã deste sábado (20).

Durante as conversas, o Fluminense chegou a aceitar jogar nos dias 29 de junho e 3 de julho e concordou que o Botafogo fosse a campo em 1º de julho e 4 de julho, o que garantiria a ambos 10 dias de preparação.

Menos do que isso, não foi aceito pelos clubes, que se recusam a entrar em campo caso as datas atuais sejam mantidas.

A mediação, por sua vez, entendeu que a marcação das partidas para os dias 22 de junho e 25 de junho tinham sentido de retaliação aos clubes e propôs uma data em junho e outra em julho (29 de junho e 2 de julho) para Fluminense, 30 de junho e 3 de julho para Botafogo).

Já o máximo proposto pela FERJ, que recusou qualquer possibilidade das equipes jogarem apenas em julho, foram os dias 25 de junho e 28 de junho.

Apesar de aceitarem jogar no início de julho, Fluminense e Bota reforçaram a posição de que são contra o retorno do futebol neste momento, mas que buscam um entendimento que possa atender os clubes de menor expressão que precisam receber as cotas.

A tentativa de um acordo teve início na noite de sexta-feira, quando Botafogo, Fluminense, FERJ e os demais clubes da Série A do Campeonato Carioca se reuniram virtualmente com o presidente do STJD.

A reunião teve mediação das advogadas Juliana Loss, coordenadora do núcleo de mediação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e Ana Paula, da OAB/RJ (Ordem dos Advogados do Brasil).

Depois de quatro horas e nada de entendimento, um novo encontro foi agendado para este sábado (20), às 11 horas (horário de Brasília).

Antes de levarem o caso à esfera nacional, Botafogo e Fluminense entraram com ação no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ), mas tiveram seus pedidos indeferidos pelo presidente Marcelo Jucá.

A dupla, com isso, foi ao STJD e não descarta, inclusive, a Justiça comum, caso todas as alternativas na Justiça desportiva se esgotem.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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