Surpresa das semifinais da Champions League, o Lyon entra em campo contra o temido Bayern de Munique nesta quarta-feira (19), às 16 horas (horário de Brasília), tentando a sua primeira vaga em uma final da competição.
No próximo sábado (22), o duelo se repete, dessa vez na versão feminina do torneio, onde o clube francês é favorito e hegemônico.
A cidade de Lyon abriga a equipe feminina mais vitoriosa da modalidade.
Dos últimos 31 campeonatos oficiais disputados desde 2010, o time ganhou 24.
Na Liga dos Campeões, o domínio é impressionante: são seis títulos no total, e nesta temporada a equipe briga pela quinta taça consecutiva.
O confronto contra o Bayern, pelas quartas de final da competição continental, está marcado para as 15 horas (horário de Brasília), no estádio espanhol San Mamés.
Na França, o domínio não poderia ser diferente.
O Lyon venceu todos os últimos 14 Campeonatos Franceses, sete Copas da França, e também a primeira edição da Supercopa do país, disputada no ano passado.
A equipe tem 19 jogadoras espalhadas pelas melhores seleções do mundo, além da Bola de Ouro Ada Hegerberg, que se recusa a jogar com a camisa da Holanda por desaprovar as condições fornecidas pela federação do país.
Enquanto muitas das principais jogadoras de futebol ainda precisam brigar por salários e visibilidade, o Lyon é um dos clubes mais desenvolvidos na busca por condições igualitárias entre as equipes masculinas e femininas.
Tamanha hegemonia não é por acaso.
O time feminino do Lyon treina no mesmo local e tem acesso às mesmas instalações usadas pelo masculino.
E também conta com estrutura própria de alto nível, que possibilita o desenvolvimento das categorias de base, que são acompanhadas de perto por equipes de médicos, fisioterapeutas e psicólogos.
O Olympique Lyonnais Féminin é o resultado de mais de duas décadas de investimento na modalidade, no projeto iniciado pelo presidente Jean-Michel Aulas, que abraçou o futebol feminino.
“Nosso presidente é um visionário, Michel Aulas é louco. Ele quer sempre evoluir. Todos os clubes deveriam, não digo copiar, porque cada clube tem uma identidade, mas deveriam ter a mesma estrutura para os homens e para as mulheres. Isso é importante. Para ele (Aulas), não há diferença entre os times masculino e feminino, nós vestimos a mesma camisa, temos as mesmas cores”, disse a zagueira Wendie Renard, capitã do Lyon e estrela da seleção francesa.
Após dominar a Europa, o Lyon já começou a explorar a NWSL (National Women’s Soccer League é uma liga profissional de futebol feminino dos Estados Unidos), terreno mas fértil do futebol feminino.
O OL Group adquiriu neste ano os direitos do Reign Football Club, time da liga americana onde joga Megan Rapinoe e outras sensações da vitoriosa seleção americana.
Após a transação, Aulas se tornou presidente do Conselho de Administração do agora chamado OL Reign.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





