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CAMPEÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE BRASILEIRO DE 1971. ATLÉTICO-MG. 49 ANOS.
Análise

Há 49 anos

Artilheiro de pé inchado, goleiro de camburão: histórias do título brasileiro do Atlético-MG, há exatos 49 anos.

No dia 19 de dezembro de 1971, Galo levantava a taça da Série A.

Dadá Maravilha quase ficou de fora por lesão, e goleiro Renato fingiu desmaio para sair da festa de comemoração.

“45 minutos, as lágrimas correm em minha face, a alegria toma conta de mim, de todo o povo mineiro. Atlético campeão do Brasil!”

A narração era do saudoso Vilibaldo Alves.

Há exatos 49 anos, no dia 19 de dezembro de 1971, o Atlético-MG levantou a taça do Brasileirão, vencendo o Botafogo por 1 a 0, no Maracanã, pelo triangular final da competição.

Os campeões foram recebidos com festa no aeroporto da Pampulha, de onde seguiram (delegação e torcida) para a sede do clube, no bairro de Lourdes.

Essa conquista e a comemoração têm algumas curiosidades. Uma delas envolve Telê Santana, o técnico daquele time campeão.

À época, o histórico ex-treinador tinha 40 anos de idade.

Ele prometeu que iria de Belo Horizonte a Congonhas, a pé, agradecer ao Senhor Bom Jesus do Matozinhos pela taça.

Eram quase 100 km, e a parte final acabou sendo percorrida de carona com uma viatura policial Mas Telê chegou à igreja, e tinha muito para agradecer.

Inclusive por não ter ficado sem o artilheiro do time logo na decisão.

O artilheiro de pé inchado: É que Dadá Maravilha, por muito pouco, não ficou fora do duelo com o Botafogo.

Ele fez 15 gols naquela edição do Brasileirão, mas o último só veio porque o artilheiro foi teimoso.

“Eu estava com o pé inchado. Eu não tinha condições de jogar, o médico não queria que eu jogasse. Eu olhei pro Telê e falei: “Telê, eu ajudei a confeitar o bolo, não ajudei? E agora eu estou fora?”.

Ele disse: “Mas o médico falou que você não tem condição de jogo”, e eu respondi: “Ô Telê, eu tenho o maior respeito pelo médico, mas ninguém conhece mais o meu corpo que eu”.

Dadá estava certo.

Não só jogou, como fez o gol do título.

“No segundo tempo, eu joguei barbaridade. Joguei demais. Tinha hora que eu driblava pra cá, driblava pra lá. Eu esqueci que estava machucado”.

O goleiro de camburão: Não é só Dadá que tem uma boa história daquela final.

O goleiro Renato, por exemplo, precisou de ajuda da polícia para sair da festa, que reunia uma multidão na sede do Galo.

“Ele (policial) olhou pra mim e falou: “Desmaia”. Eu: “O quê?!”. Ele: “Desmaia!”. Aí eu larguei o corpo, ele me colocou no camburão, “dá licença, dá licença”, e me levou pra casa.

Jogadores foram para casa como heróis.

A torcida foi para casa transbordando alegria.

Aquele 1971 ficou na história do Galo.

Quase 50 anos depois, o clube tenta repetir a conquista.

E tem, no histórico time de 1971, referências importantes e eternas.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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