O Atlético MG é para muitos o time que pratica o melhor futebol do país. Não à toa, vem de temporadas marcadas por grandes títulos e campanhas como a Libertadores 2013 e a Copa do Brasil 2014. O Galo versão 2015 perdeu importantes peças, mas novamente encontrou o caminho do bom futebol. O time comandado por Levir Culpi ocupa a segunda colocação do Brasileirão, e é o principal perseguidor do líder Corinthians.
Nesse time, reergueu-se o talento de Giovanni Augusto. O meia, que recentemente foi emprestado para diversas equipes do Brasil, está em evolução, e tornou-se pilar do Galo na temporada. Após mais uma assistência na temporada, na vitória sobre o Avaí, Giovanni tornou-se líder no quesito na competição, e essa é uma das metas dele, conforme entrevista exclusiva que vocês acompanham abaixo.

– Mesmo sendo jogador das categorias de base do Atlético, teve que rodar várias temporadas por outras equipes para se firmar na equipe. Como foram essas experiências, e por que acha que demorou a vingar?
– Faltava amadurecimento. Tive que “tomar umas porradas” para acordar. Sorte que consegui isso a tempo de recuperar minha carreira.
– Recentemente você teve um imbróglio judicial com o Atlético. O que houve?
– Era uma situação de tempo de contrato que estava sendo discutida entre meus empresários e o Atlético. Mas, ainda bem que tudo foi resolvido. Retirei a ação, chegamos a um acordo e hoje estou muito feliz.
– Você se tornou peça chave no elenco do Atlético-MG. Isso fica evidente ao comparar o desempenho do time com e sem você em campo. A que se deve isso?
– Fico lisonjeado em saber que sou importante para o time. Eu procuro fazer o que o Levir Culpi me pede. Sou obediente taticamente. Além disso, na minha opinião, futebol é confiança. Vivo um bom momento e estou confiante para fazer as jogadas. Pelo meu cuidado extracampo também estou bem fisicamente e isso faz a diferença num calendário tão puxado como o do Campeonato Brasileiro.
– Apesar de ser um jogador de ataque, você tem um grande número de desarmes. Isso é uma exigência do Levir, ou é uma característica que sempre teve?
– Confesso que prefiro armar e concluir as jogadas (risos). Mas, tenho a consciência que o jogador moderno hoje tem que dar sua contribuição ao time pelo menos preenchendo os espaços. É o que procuro fazer.

– Os números mostram que você é o maior driblador do Atlético MG. Muito se fala que o futebol ficou muito tático e pouco vistoso. Você acha que faltam jogadores com suas características, ou eles são sacrificados por esquemas táticos mais conservadores?
– Não acho que somos conservadores, pelo contrário. Vejo o Atlético Mineiro como um dos times mais ofensivos do Brasil. Em vários jogos da Série A atuamos só com o Rafael Carioca de volante e ele é um jogador que sai muito para o jogo, arrisca chutes de fora da área. Eu atuava mais recuado como uma espécie de segundo volante. Nosso time tem muitos jogadores habilidosos como Luan, Thiago Ribeiro, Dátolo, entre outros que tem um bom drible.
– Você declarou em algumas entrevistas que tem como objetivo ser o líder de assistências do Brasileirão. Até o momento tem cinco, uma atrás dos líderes no quesito. Quantas você acha que pode conseguir? Tem uma meta?
– É um objetivo. Não sei o número exato, mas ficaria bastante contente se conseguisse ser o “garçom do Brasileirão”. Isso mostraria que o meu trabalho foi bem feito.
– Você foi o autor do primeiro gol da Arena Corinthians. Qual o gosto desse feito?
– Até hoje sou lembrado por isso. Foi sem dúvida, muito especial. Um dia depois eu dei quase 30 entrevistas e ali caiu a ficha da importância do meu feito. Entrei para a história na inauguração do estádio de um dos maiores clubes do Brasil. Poderei contar isso para meu filho, netos e bisnetos.
– Tem algum arrependimento na carreira?
– Errei bastante no começo de carreira. Poderia estar melhor hoje, logicamente. Mas, não sou de ficar lamentando. Prefiro agradecer que acordei a tempo de não jogar minha a carreira fora. Dei a volta por cima e hoje estou muito feliz no Atlético Mineiro.
– Você é amigo de infância de Paulo Henrique Ganso. Desde cedo ele já demonstrava esse estilo e visão de jogo, ou ele foi aperfeiçoando com o tempo?
– Para mim ele é um dos melhores jogadores do Brasil. Meu conterrâneo. É um amigo que tem no futebol. Nos encontramos recentemente num jogo que fizemos no Mineirão. Atuamos juntos no futsal. Ele só faltava fazer chover. Tem um toque refinado e uma visão de jogo diferenciada. É um craque
– Qual seu principal objetivo para os próximos anos? Onde se imagina nas próximas temporadas?
– Títulos pelo Atlético Mineiro. É isso que eu busco. Quero marcar meu nome na história do clube. Não fico projetando muito meu futuro. Pretendo continuar focado no meu momento que é bom e de felicidade no Galo





