“Ayrton Senna do Brasil”, “Acabou! É tetra!” e “É prata, é prata!”: três narrações marcantes de Galvão Bueno.
Esporte Espetacular exibe neste domingo (19) matéria especial sobre o aniversário de 70 anos do narrador.
Principal voz esportiva da Rede Globo, Galvão Bueno vai completar 70 anos no dia 21 de julho.
Nos 46 anos dedicados ao trabalho na televisão, sendo 39 deles exclusivos na emissora carioca, ele narrou inúmeros esportes e muitos campeonatos.
Mas três narrações, em especial, marcaram a trajetória do aniversariante. Seja por ter eternizado um bordão ou pela excelência técnica, Galvão sempre cita estes momentos como marcantes:
Primeira vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1.
Tetracampeonato da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 1994.
Medalha de prata do revezamento 4x100m nas Olimpíadas de Sydney.
O Esporte Espetacular exibe neste domingo uma matéria especial sobre o aniversário de 70 anos de Galvão Bueno.
Você relembrará narrações e conhecerá histórias de bastidores, além de homenagens de atletas, amigos e familiares.
“Ayrton Senna do Brasil”: Se tem alguém que viu de perto todas as conquistas de Ayrton Senna na Fórmula 1, esse alguém é Galvão Bueno.
Narrador da Fórmula 1 da Globo em todos os três títulos do brasileiro, Galvão também era amigo pessoal do ídolo e abriu o coração sobre a corrida que deu o primeiro campeonato da categoria a Ayrton, no Japão, em 1988.
“O coração ficou muito feliz. A alma ficou muito leve, os olhos ficaram cheios de lágrimas. Não tem como não se emocionar com aqueles momentos. A entrevista depois da corrida mostra o que era o Ayrton Senna. A determinação dele, a forma com que ele buscava as vitórias, a forma que se dedicava àquela que era a grande paixão da vida dele. Mas essa corrida tinha um significado especial. Não é apenas uma vitória, um título mundial que surge, a gente já sabia naquele instante que ele começava a escrever sua própria lenda. Ele passava da condição de simples ídolo e começava a ganhar a condição de herói das nossas madrugadas e manhãs de domingo”.
“Acabou! É tetra!”: A história da conquista do tetra tem uma voz e uma imagem.
Nos últimos 26 anos, é difícil imaginar alguém que não tenha revisto o momento em que Galvão Bueno pula ao lado de Pelé, quase perde os óculos na comemoração e dá origem a um bordão que ultrapassou os limites do esporte.
“Saiu na hora. Nunca nenhum bordão meu veio preparado. Aquilo ali foi a comemoração de um gol. Representou um gol para o Brasil quando o Baggio errou aquele pênalti e decidiu o título para o nosso lado. E a Itália também buscava o tetracampeonato naquela final. Passei a usar o “acabou” depois, e o “tetra” virou meme muito antes dessa febre das redes sociais. Acho que foi um dos primeiros memes de que se tem notícia. Tenho muito orgulho disso. O “tetra” virou, na realidade, uma expressão de comemoração. Até hoje as pessoas usam isso”.
“É prata, é prata, é prata, é prata!”: Quando tem Brasil em final olímpica, pode apostar que tem Galvão Bueno na narração.
Nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, o revezamento 4x100m masculino avançou para a disputa de medalha.
Vicente Lenilson, André Domingos, Edson Luciano e Claudinei Quirino correram para o pódio, e Galvão para a história.
Apesar do sucesso, o narrador sempre falou que não foi fácil narrar uma prova tão rápida.
“Você tem menos de 40 segundos para contar a história de oito países, 32 corredores em oito raias, passagens de bastão e ainda falar sobre o resultado da prova. Eu falei quatro vezes “é prata” e só vim me tocar disso depois de anos”.
Confira as narrações marcantes no link abaixo:
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





