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TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA DE 2021. FASE DE GRUPOS. GRUPO H. QUARTA RODADA. AMÉRICA DE CALI. COLÔMBIA. ATLÉTICO-MG. BRASIL.
Análise

Galo avança!!!

Atlético-MG supera América de Cali (e gás lacrimogêneo) e está nas oitavas.

Em jogo com cinco interrupções em função dos protestos nos arredores do estádio em Barranquilla, Galo vence por 3 a 1 e garante vaga na próxima fase com duas rodadas de antecedência.

Hulk, Guilherme Arana e Vargas marcam.

América de Cali e Atlético-MG mediram forças na noite desta quinta-feira (13), em Barranquilla, pela quarta rodada do Grupo H da Taça Libertadores da América.

Em um jogo que garantiu matematicamente a classificação do Galo às oitavas de final, o principal destaque não foi esportivo.

O jogo foi marcado por cinco interrupções em função dos protestos do lado de fora do estádio Romelio Martínez.

Com a bola rolando, o time brasileiro foi muito superior e venceu os colombianos por 3 a 1, com gols de Hulk, Guilherme Arana e Vargas.

Com duas rodadas de antecedência, o time de Cuca garante vaga na próxima fase.

A Colômbia vive dias tensos, com protestos nas ruas do país contra a reforma tributária do governo federal.

América de Cali e Atlético, inicialmente, jogariam em Bucaramanga, mas o jogo mudou de cidade, já que a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) previa um cenário mais tranquilo em Barranquilla do que no local original.

Não foi o que aconteceu.

Houve sérios confrontos entre civis e a Polícia do lado de fora do estádio, e o gás lacrimogêneo invadiu o campo durante quase todo o jogo.

Jogadores e comissões técnicas visivelmente sentiam o incômodo, e a partida foi paralisada cinco vezes.

Em uma delas, no primeiro tempo, os atletas chegaram a ir para os vestiários, mas retornaram oito minutos depois.

O jogo começou muito aberto, com chances para os dois lados e uma perspectiva de um bom duelo por 90 minutos.

Logo aos 11 minutos do primeiro tempo, porém, a primeira interrupção por conta dos efeitos do gás lacrimogêneo em campo.

Foi a primeira de quatro paralisações, somente na etapa inicial.

Nos intervalos das pausas, o Galo abriu o placar com Hulk, de cabeça, após lindo cruzamento de Nacho.

Três minutos depois, aos 14 minutos do primeiro tempo em um contra-ataque rápido, Moreno empatou para o América de Cali.

As cenas de jogadores incomodados com o gás lacrimogêneo voltaram a ser protagonistas, e o primeiro tempo, aos 61 minutos, terminou com o placar mostrando 1 a 1.

Pela forma que a primeira etapa terminou, parecia que o jogo seria suspenso.

Não foi.

Mesmo com as bombas ininterruptas do lado de fora do estádio, os atletas voltaram, e o árbitro mandou o jogo prosseguir.

O cenário era muito distante do ideal, os jogadores continuavam sentindo os efeitos do gás lacrimogêneo, mas o Atlético conseguiu superar os adversários (esportivos e físicos).

Aos 8 minutos do segundo tempo, após grande jogada de Savarino, Guilherme Arana encaixou lindo chute e recolocou o Galo na frente.

O 2 a 1 já era suficiente para a classificação antecipada alvinegra, mas o time de Cuca ainda marcou o terceiro.

Um golaço de Vargas, que recebeu de Tardelli, encobriu o goleiro e fechou o placar.

Que fase!

Nos últimos três jogos pela Taça Libertadores da América, Hulk marcou cinco gols.

O camisa 7 do Atlético (que se encontrou na função de camisa 9 do time de Cuca) está voando.

Em Barranquilla, aproveitou cruzamento perfeito de Nacho Fernández para abrir o placar da vitória.

Na primeira Taça Libertadores da América da carreira, Hulk começa como o super-herói “xará”: esmagando!

Com a vitória em Barranquilla, o Atlético chegou aos 10 pontos no Grupo H (três vitórias e um empate).

É líder isolado e está matematicamente classificado às oitavas de final, já que não pode mais ser ultrapassado por Deportivo La Guaira, nem por América de Cali.

O Galo, que ainda joga com o Cerro Porteño (fora) e com o La Guaira (em casa), tem como próximo objetivo confirmar a liderança do grupo, que dá ao time a vantagem de enfrentar um dos segundos colocados na próxima fase, além de decidir em casa.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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