Atenta à crise pela pandemia do coronavírus, FIFA irá investir US$ 1 bilhão no futebol feminino até 2022.
Em contato com o blog, a entidade diz que está trabalhando com possibilidades de assistência ao futebol e garante que a modalidade “está sendo totalmente considerada como parte do processo”.
O blog se propõe a partir desta quarta-feira (20), em reportagens, trazer a realidade do futebol feminino em meio à pandemia de coronavírus e a total parada do calendário, mas também buscar informações e soluções que possam dar um maior alento a quem acompanha e vive o esporte.
Na primeira matéria, o Dona do Campinho traz o planejamento da FIFA especificamente para a modalidade nesse momento de incerteza.
No total, até 2022, a entidade irá investir US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,7 bilhões).
O objetivo é, com o valor, fortalecer competições, além de outros temas como programas de desenvolvimento.
Detalhe interessante: as confederações recebem valores, mas não podem usar simplesmente para premiações de campeonato ou escolher onde aplicar.
A FIFA determina para onde vai aquele dinheiro, quais ações e tudo é rigorosamente auditado.
O objetivo da federação que comanda o futebol é usar o que é recebido para fomentar, capacitar, desenvolver.
O valor destinado à modalidade dentro do fundo de legado da Copa de 2014, por exemplo, era para ser aplicado em competições de futebol feminino, nelas, a quantia poderia ser destinada a pagamento de alimentação das equipes, passagens aéreas, hospedagem ou taxa de arbitragem, entre outros ítens específicos para o fortalecimento do torneio.
A FIFA tem um controle rígido de sua aplicação .
“Durante a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2019 do ano passado, a FIFA anunciou um adicional de US$ 500 milhões em financiamento dedicado ao futebol feminino, que permitirá à FIFA investir um total de US $ 1 bilhão no futebol feminino entre 2019-2022. De acordo com a Estratégia de Futebol Feminino da FIFA e a visão de longo prazo da FIFA para o desenvolvimento do futebol feminino, esse financiamento será investido em diversas áreas do jogo feminino, incluindo competições, capacitação, programas de desenvolvimento, governança e liderança, profissionalização e programas técnicos”, afirmou um porta-voz da FIFA.
A entidade coloca que fez uma avaliação do impacto financeiro que a pandemia terá no futebol e atualmente organiza possibilidade de assistência ao esporte em contato com associações membros da FIFA, Confederações e também outras partes interessadas.
A FIFA informou ainda que tem na ativa uma força-tarefa para o futebol feminino profissional e um trabalho com as confederações especialmente para solucionar os impactos do Covid-19.
“A FIFA está atualmente trabalhando em possibilidades de prestar assistência à comunidade de futebol de todo o mundo, incluindo o futebol feminino, depois de fazer uma avaliação abrangente do impacto financeiro que esta pandemia terá no futebol. Mais detalhes dessa assistência estão sendo discutidos em consulta com as associações membros da FIFA, as confederações e outras partes interessadas. Como parte dessas discussões, a FIFA está em contato próximo com as principais partes interessadas do futebol feminino, por meio da Força-Tarefa Profissional de Futebol Feminino e do subgrupo de trabalho das Confederações da FIFA sobre os impactos do COVID-19”, comentou.
A FIFA informou também que o futebol feminino está entre as prioridades e a organização trata de entender quais serão as necessidades da modalidade.
“Podemos confirmar que o futebol feminino está sendo totalmente considerado como parte desse processo, a fim de entender as várias necessidades e o impacto sobre as partes interessadas no jogo feminino”, comentou o porta-voz da FIFA.
A FIFA entende a relevância do futebol feminino até mesmo pelo crescimento verificado nos últimos anos.
O dado mais significativo ficou por conta da Copa do Mundo de 2019.
O público total de televisão tem aumentado consideravelmente.
No total, 1,12 bilhão de espectadores assistiram à cobertura do torneio na França na televisão em casa, nas plataformas digitais ou fora de casa.
O torneio alcançou 993,5 milhões de indivíduos únicos por pelo menos um minuto na televisão linear doméstica, um aumento de 30,0% no alcance em relação à disputa no Canadá de 2015.
Enquanto isso, o crescimento em medidas semelhantes para a Copa do Mundo masculina foi de apenas 20%, embora de uma base muito maior, entre 2010 e 2018.
Isso nos mostra que, embora o futebol masculino continue a crescer nas margens, o futebol feminino apresenta em termos relativos as maiores possibilidades para a indústria do futebol nos próximos anos.
Reportagem: Blog Dona do Campinho
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





