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TÊNIS. US OPEN. SÉRVIA.
Análise

Fugindo do protocolo

Torneio organizado por Djokovic na Sérvia ignora Covid-19 com abraços, torcida e sem protocolos.

Número 1 do tênis mundial diz que coronavírus está controlado no seu país e se defende: “Não cabe a mim determinar o que é certo ou errado para a saúde”.

Não fossem algumas poucas máscaras vistas na torcida e dentre os jornalistas, o mais desavisado poderia achar que trata-se de um torneio de tênis disputado antes da pandemia global de coronavírus.

Organizado pelo tenista número 1 do mundo, Novak Djokovic, no seu clube, em Belgrado, na Sérvia, o Adria Tour, que foi iniciado na última sexta-feira (12) com exibições de duplas mistas e, neste sábado (13), contou com os primeiros jogos de simples, chama a atenção por receber público nas arquibancadas e por não se ver medidas de distanciamento social que ainda estão espalhadas pelo mundo para combater o causador da Covid-19.

Como acontece em um momento no qual boa parte do mundo ainda está em uma luta ferrenha para diminuir os números de casos e mortes, o torneio-exibição está recebendo críticas e chocando muita gente.

Djokovic se defende baseado na política do governo da Sérvia, que acabou com as restrições no mês passado, dentre elas o isolamento social.

E o líder do ranking mundial de tênis cita também os números do país: 12.251 casos e 253 mortes pela Covid-19 até este sábado (13).

“A Sérvia tem “números melhores” em comparação com outros países quando se trata da pandemia global. Você também pode nos criticar e dizer que isso talvez seja perigoso, mas não cabe a mim determinar o que é certo ou errado para a saúde. Estamos fazendo o que o governo sérvio está nos dizendo”, comentou Novak.

O próprio Djoko encabeça a chave de oito tenistas. Outros dois top 7 do ranking mundial fazem parte: o austriaco Dominic Thiem (quarto do mundo) e o alemão Alexander Zverev (sétimo do mundo).

Completam a lista: o búlgaro Grigor Dimitrov (décimo nono), os sérvios Dusan Lajovic (vigésimo terceiro), Filip Krajinovic (trigésimo segundo) e Viktor Troicki (centésimo octogésimo quarto do mundo), além do bósnio Damir Dzumhur (centésimo sétimo do mundo).

Novak fez questão de não minimizar o coronavírus e as mortes causadas pela Covid-19 ao redor do planeta. Mas disse que agora é bola para frente.

“É claro que vidas foram perdidas e isso é horrível de ver na região e no mundo. Mas a vida continua, e nós, como atletas, estamos ansiosos para competir”.

Tão raros de serem vistos em público nos últimos meses, os abraços estão liberados após os jogos em Belgrado.

Como foi visto depois da vitória dupla formada por Novak Djokovic e a sérvia ex-número 1 do mundo Jelena Jankovic sobre os também sérvios Olga Danilovic e Nenad Zimonjic.

Curiosamente, durante esta semana, Nole colocou em dúvida a sua participação no US Open, Grand Slam que deve acontecer no dia 31 de agosto.

De acordo com ele, a organização projeta “condições bastante extremas” para o tenista por conta da restrições nos Estados Unidos, o país do mundo mais afetado pelo coronavírus.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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