Brasil derruba Polônia e assume liderança da Liga das Nações.
Seleção mostra força, faz um de seus melhores jogos e vence os atuais campeões mundiais.
O encontro entre os líderes prometia um equilíbrio maior.
O Brasil, porém, quis acelerar os passos.
Em um de seus melhores jogos na Liga das Nações, a seleção soube controlar a Polônia nos momentos mais complicados.
Com autoridade, derrubou os atuais campeões mundiais em 3 sets a 0, parciais 25/17, 28/26 e 25/19.
Com o triunfo, as equipes mudam de posição, o time brasileiro toma a liderança da competição em Rimini das mãos dos rivais.
Foi um início perfeito.
Com o time titular de volta à quadra, o Brasil se impôs no primeiro set contra a Polônia.
Muito bem no ataque, no bloqueio e no saque, a seleção venceu a parcial até com certa facilidade.
Os rivais, porém, acordaram. No segundo set, deram trabalho e tiveram chance de empatar o duelo.
Mas, pelas mãos de Wallace, um dos melhores em quadra, o Brasil seguiu o caminho rumo à vitória.
O oposto brasileiro foi um dos melhores em quadra, principalmente nos momentos em que a Polônia conseguiu equilibrar as ações.
Wallace fechou o jogo com 18 pontos, enquanto Lucarelli terminou a noite com 16 pontos.
O Brasil, então, assume a liderança da Liga das Nações.
São 8 vitórias, apenas uma derrota, para a França, e 24 pontos.
A Polônia vem logo atrás, com sete triunfos no total.
Agora, a seleção volta à quadra na próxima terça-feira (15), às 14h30 (horário de Brasília), pela quarta semana de jogos.
O Brasil encara a Eslovênia, com transmissão do SporTV2 e cobertura em tempo real do globo esporte.
Primeiro set – Domínio absoluto: De um lado e do outro, um início nervoso. No confronto entre os líderes, o começo foi marcado pelo respeito.
Um bloqueio polonês sobre Maurício Souza até fez com que os rivais abrissem 6/4, mas a diferença não evoluiu.
O Brasil empatou por duas vezes, mas Kaczmarek, ao explorar o bloqueio, fez com que a Polônia chegasse ao tempo técnico com 8/7 no placar.
Não demorou para que a seleção assumisse a liderança pela primeira vez, com um bloqueio de Wallace: 9/8.
Um ace de Leal, um bloqueio de Lucarelli, e a vantagem subiu para 13/10.
A seleção manteve o ritmo.
Uma pancada de Lucarelli fez com que a seleção abrisse 16/11 antes da segunda parada técnica.
O ponteiro, aliás, era o destaque até ali.
Ao encher o braço no saque, abriu 19/13 e forçou o técnico rival a parar o jogo mais uma vez.
O domínio se manteve absoluto.
Em mais uma pancada de Lucarelli, fim de papo no primeiro set: 25/17.
Segundo set – Mais equilíbrio, mas Wallace garante
O roteiro do início do jogo se manteve na volta à quadra.
Um bloqueio de Nowakowski sobre Wallace fez com que a Polônia abrisse 7/5.
Pouco depois, em um saque para fora de Lucarelli, a Polônia chegou à parada técnica com 8/6 no placar.
Mas não demorou para que o Brasil deixasse tudo igual.
Wallace desceu o braço no saque, e a bola subiu limpa para Bruninho descer de xeque: 9/9.
Na sequência, Lucarelli colocou a seleção à frente com 11/10, obrigando o pedido de tempo do outro lado.
Dessa vez, porém, a Polônia não se abateu.
O time europeu se manteve na cola, sem deixar que o Brasil se desgrudasse no placar.
Os rivais, então, passaram à frente com um ace de Drzyzga, depois de uma falha de Maurício Souza na recepção, 21/20.
O Brasil, porém, se recuperou pelas mãos de Wallace.
Ao explorar o bloqueio polonês, o oposto fez a seleção retomar a frente em 24/23.
A parcial se estendeu mais um pouco e ainda deu tempo de Vital Heynen mandar Leon à quadra pela primeira vez.
Mas o triunfo brasileiro passou pelas mãos justamente do cubano naturalizado polonês.
Primeiro, ficou em um bloqueio de Maurício Souza.
Depois, invadiu por cima e deu o ponto final ao time brasileiro: 28/26.
Terceiro set – Brasil segura reação e liquida fatura: Na volta à quadra, a Polônia quis reagir na marra.
Abriu dois pontos de vantagem depois de um bloqueio sobre Wallace e uma bola para fora do oposto brasileiro (5/3).
Mas a diferença durou pouco.
Uma pipe de Lucarelli e um bloqueio de Isac sobre Kochanowski deixou tudo igual.
O ritmo se manteve intenso, mas, aos poucos, o Brasil desgrudou no placar.
Lucarelli, em mais uma bela noite em Rimini, fez a contagem marcar 17/14.
Foi o próprio Lucarelli quem fez a vantagem subir para 19/14.
O técnico rival parou o jogo e tentou acertar a casa, mas não funcionou.
Um bloqueio de Maurício Souza fez com que a diferença aumentasse ainda mais.
A partir daí, não teve mais volta: 25/19.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





