Brasil leva virada dos Estados Unidos e se despede da Liga das Nações.
Seleção começa bem, mas perde o ritmo e vê americanos garantirem a vaga na semifinal.
Por um momento, uma nova história se apresentou logo à frente.
A postura vibrante do início do jogo, porém, escorreu pela quadra do ginásio de Bolonha a cada ponto de Defalco ou de Russell.
Nesta quarta-feira (20), o Brasil queria se mostrar forte na briga pelo título da Liga das Nações.
Mas, aos poucos, viu os Estados Unidos acelerarem rumo às semifinais.
Em 3 sets a 1, parciais 20/25, 25/22, 25/23 e 25/17, os americanos derrubaram a seleção de Renan dal Zotto, que dá adeus à competição.
Atuais campeões, os brasileiros sonhavam com uma nova conquista na Liga.
A campanha errática da primeira fase, porém, dava indícios de que não seria fácil.
Ainda que tenha mostrado força em alguns momentos na competição, a seleção não conseguiu se firmar. Com a derrota nas quartas, fica fora da disputa até por um lugar no pódio.
Os Estados Unidos, agora, esperam pelo rival nas semifinais.
Os americanos vão enfrentar o vencedor do duelo entre Polônia e Irã, que vão à quadra nesta quinta-feira (21), às 16 horas (horário de Brasília).
Primeiro set – Brasil se impõe e larga na frente: Lucarelli estourou no bloqueio americano para abrir a conta.
O Brasil largou na frente sob o comando do ponteiro, com 5/2 no placar.
A vontade de ir além se mostrava nítida a cada pancada.
Em uma delas, com Leal, a seleção abriu 7/3.
Os Estados Unidos, então, pediram tempo.
Até ameaçaram uma reação e diminuíram a diferença, mas o Brasil chegou à primeira parada técnica à frente: 12/9.
Em quadra, nenhuma lembrança daquele jogo na fase de classificação.
Ainda que os americanos não fizessem um jogo ruim, a seleção brasileira se mostrava firme.
Bruninho, preciso na distribuição, encontrava o trio Lucarelli, Leal e Darlan à medida.
Os rivais até conseguiram diminuir a diferença em dois pontos na reta final, obrigando o pedido de tempo de Renan.
Ainda assim, o Brasil confirmou a vitória na parcial em 25/20 com uma pancada de Leal.
Segundo set – Estados Unidos reagem e empatam jogo: Os Estados Unidos aceleraram.
Na volta à quadra, tomaram a dianteira no início do segundo set.
Com Ensing no saque, os americanos abriram 8/5.
Renan parou o jogo e tentou arrumar a casa.
Mas o jogo, de fato, havia mudado.
Russell e Defalco fizeram os rivais abrirem 14/9 na conta.
O Brasil, aos poucos, conseguiu voltar ao jogo.
Ainda em desvantagem, é verdade.
Mas passou a incomodar novamente.
Não fossem os erros no saque, talvez tivesse conseguido dar gás à reação.
Com 21/16 contra no placar, Renan parou a partida mais uma vez.
O Brasil ameaçou buscar mais uma vez.
Mas um bloqueio para fora depois de ataque de Russell deu números finais à parcial: 25/22.
Terceiro set – Estados Unidos tomam a frente no fim: O Brasil quis voltar à melhor forma logo no início do set.
Lucão, que havia entrado no lugar de Isac na parcial anterior, começou como titular.
A seleção abriu 10/6 com uma pancada de Darlan.
O saque, que não havia entrado no segundo set, voltou a funcionar.
O Brasil desestabilizou o passe rival e conseguiu abrir vantagem.
Mas, em um descuido, os Estados Unidos diminuíram a distância para apenas um ponto: 14/13.
O empate veio um pouco depois, em 16/16, com um ace sobre Lucarelli.
O Brasil voltou à frente, mas os Estados Unidos não demoraram a buscar.
Ao contrário dos sets anteriores, o equilíbrio estava ali. Mas os americanos tomaram a frente com um ataque de Jendryk, em 22/21.
Pouco depois, na marra, em uma disputa junto à rede, Defalco fechou o set: 25/23
Quarto set – Brasil ensaia reação, mas cai para os Estados Unidos: Mas aí tudo desandou.
Ao contrário das outras parciais, o Brasil se perdeu em quadra.
Logo de cara, 6/1 para os americanos.
Renan parou, tentou acertar a casa, mas nada mudou.
Resolveu tirar Darlan e mandar Leal para a saída de rede, com Adriano no passe.
Ainda assim, os americanos abriram 12/5 na primeira parada técnica.
Em alguns momentos, o Brasil até ensaiava alguma reação.
Chegou a diminuir a diferença para apenas dois pontos, depois de erros seguidos de Russell.
John Speraw, então, parou o jogo. Mas o Brasil encostou de vez em um novo erro de Russell, 16/15.
Mas a reação parou por ali.
Os Estados Unidos dispararam mais uma vez em um erro de Leal, abrindo 21/17.
Já não dava mais.
No fim, 25/17 para os americanos e adeus à Liga.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





