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FÓRMULA 1.
Análise

Flexibilização na Fórmula 1

Novo CEO diz que Fórmula 1 vai adotar “abordagem flexível” com calendário da temporada 2021.

Grande Prêmio da Austrália, que abriria o Mundial em março, já foi transferido para o fim do ano devido à pandemia de Covid-19, mas Stefano Domenicali confia na realização de 23 eventos.

Novo CEO da Fórmula 1, o italiano Stefano Domenicali disse que a direção da categoria será flexível em relação ao calendário da temporada 2021 devido à pandemia de coronavírus.

Prova que abriria o campeonato, o Grande Prêmio da Austrália já foi transferido de março para novembro, e a etapa da China ainda não está confirmada.

O dirigente afirmou também que os eventos poderão ser realizados sem torcedores, como em 13 das 17 provas de 2020, só os Grandes Prêmios da Toscana, Rússia, Eifel e Portugal tiveram público, e mesmo assim, limitado.

“Estamos, e eu pessoalmente estou em contato diário com todos os organizadores, porque sabemos que a pandemia ainda está lá, e sabemos muito bem sobre ela. É por isso que mudamos o lugar da Austrália no calendário. Mas, até agora, as informações que temos são de que todos gostariam de realmente seguir com o plano. Claro, temos de ser flexíveis para entender que, talvez na primeira parte da temporada, possamos ter alguns eventos sem público ou com número restrito de público. Mas o que posso garantir aos nossos fãs é que realmente queremos ter a certeza de que a temporada está aí. Temos um compromisso, queremos levá-lo em consideração”, disse Domenicali à TV inglesa Sky Sports.

Apesar da evidente dificuldade logística por causa da Covid-19, Domenicali ainda acredita que será possível cumprir o calendário de 23 corridas, um recorde na história da Fórmula 1, em 2020, estavam previstos 22 eventos, e o campeonato foi completado com 17 Grandes Prêmios:

“Temos alternativas possíveis. Não há razão para mentir, não há razão para dizer algo que não seja certo e correto. Isso é o que sabemos hoje, mas sabemos como a pandemia evoluiu, por isso precisamos estar prontos para uma abordagem flexível na temporada. Ter 23 corridas é um número muito importante, sem dúvida, em termos de quantidade, em termos de atenção, em termos de dedicação das pessoas”.

Em termos de flexibilidade do calendário enquanto a pandemia não estiver controlada, Domenicali ainda aventou a possibilidade de rodízio de provas, ou seja, com eventos acontecendo em anos alternados.

“Pode haver duas posições a esse respeito. Alguém pode dizer que são demais, outros que não é um problema. Eu diria que essa equação se resolverá pelo fato de que se conseguirmos entregar um produto incrível, podemos chegar a uma situação em que talvez possamos voltar a um número, a um número menor de corridas, talvez tendo a chance de ter possibilidade de rodízio para determinado grande prêmio, mantendo o foco em diferentes áreas. Isso é algo que está em nosso plano de pensar com cuidado neste ano”, finalizou.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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