Brasil perde para os Estados Unidos e está fora da final das Olimpíadas de Paris.
Seleção brasileira cai no tie-break, vê sonho do ouro se encerrar e vai brigar pelo bronze no próximo sábado (10).
A tão sonhada revanche da final das Olimpíadas de Tóquio não aconteceu.
O Brasil caiu para os Estados Unidos em Paris e está fora da final.
As americanas venceram por 3 sets a 2, com parciais de 23/25, 25/18, 15/25/ 25/23 e 11/15.
Assim, carimbaram a vaga na decisão do próximo domingo (11), em busca do bicampeonato.
Um dia antes, as brasileiras brigarão pelo bronze, às 12h15 (horário de Brasília), contra Itália ou Turquia.
Será preciso colocar a cabeça no lugar, superar a frustração e sair da França com uma medalha.
Os Estados Unidos abriram 5 a 0 e pareciam mais inteiros em quadra, sem sentir o peso da semifinal olímpica.
Mas, com brilho do bloqueio, o Brasil se recuperou e até virou o primeiro set, colocando 19 a 16 no placar.
As americanas conseguiram retomar o comando do marcador, ainda viram uma nova tentativa de reação brasileira, mas fecharam em 25 a 23.
O Brasil não se desesperou por estar atrás no placar.
Voltou confiante para o segundo set e dominou as ações desde o início.
As americanas ainda tentaram reagir, mas se complicaram quando Plummer passou a ser explorada no saque.
Ana Cristina era o grande nome da seleção brasileira até o momento, com 15 pontos.
Foi a responsável, inclusive, por fechar a parcial em 25 a 18.
Se alguém dissesse que era a seleção brasileira no terceiro set, talvez você não acreditasse.
Depois de uma vitória tranquila no segundo, as comandadas de Zé Roberto nem voltaram à quadra.
Autor de 10 pontos nas parciais anteriores, o bloqueio do Brasil não apareceu.
As viradas de bola foram raras, e a recepção ainda falhou muitas vezes.
Os Estados Unidos, então, passearam e venceram por 25 a 15.
Para se manter vivo no jogo, era preciso ter muita força mental.
E o Brasil se recuperou de uma terceira parcial bem difícil.
Manteve o placar equilibrado durante a maior parte do quarto set e conseguiu abrir vantagem na reta final.
Ainda cometeu erros que geraram sustos, mas contou com invasão da central Ogbogu para fechar em 25 a 23.
No tie-break, o Brasil até começou na frente, com bom volume.
Mas se perdeu no meio da parcial.
A dificuldade para virar bolas voltou a aparecer.
Houve algumas escolhas questionáveis na armação de jogadas, e os Estados Unidos se sobressaíram. Vitória por 15 a 11.
As brasileiras terão que se contentar com a disputa do bronze.
Após a partida, as jogadoras do Brasil não seguraram as lágrimas.
A equipe sempre disse que acreditava bastante no ouro, e a frustração era visível em quadra.
Entre as mais emocionadas, estava Thaisa.
Aos 37 anos, a central disputou a última edição de Olimpíadas da carreira e queria se tornar a primeira atleta brasileira tricampeã dos Jogos.
As duas seleções cometeram a mesma quantidade de erros na semifinal: 21.
O Brasil ficou à frente no bloqueio: 15 X 13.
Mas as americanas levaram vantagem em outros fundamentos.
No ataque, foram 67 pontos contra 61.
Os Estados Unidos conseguiram 5 aces, e as brasileiras, só 2.
No geral, foram 106 pontos dos Estados Unidos na partida, enquanto a equipe verde e amarela fez 99.
Ana Cristina foi a principal pontuadora do Brasil, com 24 pontos.
A americana Plummer fez 26 pontos, mais do que qualquer outra atleta em quadra.
Fora da final, o Brasil voltará à quadra no próximo sábado (10), às 12h15 (horário de Brasília).
A disputa pelo bronze será contra as perdedoras de Itália ou Turquia, semifinal que acontecerá ainda nesta quinta-feira (8).
A grande decisão, com os Estados Unidos já garantidos, está marcado para o domingo (11), às 8 horas (horário de Brasília).
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





