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GRÊMIO-RS. DEMISSÃO. FELIPÃO.
Análise

Fim do ciclo

Grêmio anuncia a saída do técnico Felipão após derrota para o Santos.

Treinador deixa o clube após 21 jogos e na penúltima posição do Brasileirão.

Luiz Felipe Scolari não é mais técnico do Grêmio.

O ídolo tricolor não resistiu à derrota para o Santos neste domingo (10), na Vila Belmiro, que manteve o time na zona de rebaixamento do Brasileirão, e deixou o clube em “comum acordo”.

O anúncio foi feito na madrugada desta segunda-feira (11).

A decisão foi tomada após reunião em São Paulo.

O treinador vem de uma sequência de quatro jogos sem vitória (derrotas para Athletico, Sport e Santos e empate com o Cuiabá) e enfrentava um ambiente de pressão interna e externa.

Horas antes, ainda em Santos, o presidente Romildo Bolzan Júnior foi questionado sobre o futuro do treinador e não bancou sua manutenção no cargo.

Junto com Felipão deixam o Grêmio os auxiliares Carlos Pracidelli e Paulo Turra e o preparador físico Anselmo Sbragia.

O time será comandado interinamente pelo auxiliar Thiago Gomes na próxima quarta-feira, contra o Fortaleza.

A quarta passagem do técnico pelo clube do coração foi iniciada em 7 de julho, quando foi contratado no lugar de Tiago Nunes e assinou vínculo até o fim de 2022.

Apesar dos números razoáveis, as fracas atuações e o risco cada vez maior de rebaixamento deixaram a pressão insustentável.

Felipão estreou no empate em 0 a 0 no Gre-Nal 433.

Ao todo, comandou o time por 21 partidas.

Foram nove vitórias, três empates e nove derrotas, com 47,6% de aproveitamento.

O time marcou 22 gols e sofreu 23 no período.

Na “Era Felipão”, algumas situações ficaram marcadas.

Rafinha acabou fixado na lateral esquerda.

Gabriel Chapecó chegou a desbancar Brenno, mas a hierarquia foi alterada contra Cuiabá e Santos.

Alisson, apesar da contestação que sofre por parte da torcida, seguiu com prestígio, assim como Douglas Costa, principal contratação da temporada, mas que não mostrou o esperado até o momento.

Campaz, reforço contrato por R$ 21 milhões, recebeu poucas oportunidades.

Felipão pelo Grêmio-RS:

21 jogos

9 vitórias

3 empates

9 derrotas

22 gols pró

23 gols contra

47,6% de aproveitamento

A queda do comandante do pentacampeonato pela Seleção em 2002 ocorre dias após Scolari alcançar mais um feito pelo Tricolor.

No empate com o Cuiabá, o profissional superou Oswaldo Rolla, o Foguinho, ao completar 384 jogos à frente do time e virar o segundo técnico com mais partidas pelo Grêmio.

O primeiro é Renato Portaluppi, com 411.

Felipão foi o terceiro treinador do Grêmio na temporada.

Antes, o clube teve Renato Gaúcho e Tiago Nunes, sem contar os interinos.

Agora a direção procura um substituto ao ídolo para liderar o time no restante do Brasileirão e tentar manter a equipe na elite nacional em 2022.

Confira a nota oficial do Grêmio:

“O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa que, após reunião esta noite, chegou a um comum acordo com o técnico Luiz Felipe Scolari para o encerramento do vínculo.

Felipão deixa o Grêmio com os auxiliares Carlos Pracidelli e Paulo Turra e o preparador físico Anselmo Sbragia.

Nesta quarta passagem pelo Tricolor, o técnico bicampeão da América tornou-se o segundo treinador com mais jogos à frente do Grêmio, completando 385 jogos na casamata.

No último mês, perpetuou-se na história gremista ao marcar seu nome na Calçada da Fama.

O Clube agradece o comprometimento e respeito do técnico e sua equipe com a instituição durante o período de trabalho.

Ao mesmo tempo, Luiz Felipe deixa registrado o seu agradecimento ao Grêmio: “E continuarei sendo gremista, como sempre fui e sempre serei”.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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