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FLAMENGO-RJ. BRASIL. MARCOS BRAZ. JORGE JESUS.
Análise

Fechou o cerco?!?!

“Café com gelo” de Braz estreita relação com Benfica e esfria interesse em jogadores do Flamengo.

Dirigente mantém proximidade com Jesus após anúncio de saída e segue tranquilo sobre elenco nesta janela.

“Vendo para Porto e Sporting, mas não vendo ao Benfica”, disse a Eric Faria

Um cafezinho aqui, um jantar ali, e muito jogo de cintura no cardápio.

Jorge Jesus anunciou o adeus do Flamengo na última sexta-feira (17), mas o fim de semana foi de gelo no sangue e perspicácia para um Marcos Braz que reduziu consideravelmente os riscos de um impacto ainda maior no departamento de futebol.

Na base da boa vizinhança, um acordo de cavalheiros indica que o elenco rubro-negro não será prioridade do Benfica nesta janela de transferências.

Em bate-papo com o repórter Eric Faria, o vice de futebol do Flamengo disse até que venderia para Porto e Sporting, mas não para o novo clube do Mister.

O cabo de guerra, no entanto, está praticamente descartado após uma série de encontros amigáveis entre sábado e segunda-feira.

O Flamengo se vê bem respaldado nas altas multas contratuais de seus principais jogadores, todos com valores que não condizem com o histórico recente dos benfiquistas, famosos por comprar barato e revender caro na Europa.

A relação estreita e a capacidade de persuasão de Jorge Jesus, por sua vez, deixavam a pulga atrás da orelha.

O clima agora é de tranquilidade.

Principal responsável pela contratação de Jorge Jesus, há 13 meses, Braz sempre foi o elo mais forte da diretoria com o treinador e manteve a proximidade mesmo após o fim do casamento.

A postura causou burburinho entre outros dirigentes, que não digeriram bem a decisão do Mister, mas foi determinante para esfriar as especulações sobre seus jogadores.

Nas últimas semanas, nomes como Bruno Henrique, Gérson e Willian Arão estamparam manchetes de jornais portugueses como indicações.

Nada confirmado pelo Mister.

Existia o desejo de iniciar uma conversa pela contratação de Gérson, mas o tema sequer entrou em pauta.

Além de resguardar seu elenco, a “imunidade” temporária do Flamengo faz com que adversários diretos virem alvo dos benfiquistas.

Em Lisboa, já há quem aponte Everton Cebolinha como o preferido para atuar pelos lados de campo e não mais Bruno Henrique.

Sem nada referendado no papel, a guarda seguirá alta enquanto a janela estiver aberta.

No entanto, a confiança no Flamengo é de que a mistura de cafezinho com gelo no sangue foi suficiente para esfriar o ímpeto do Benfica.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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