Apesar de 11 desfalques, Operário vence a segunda seguida e freia boa fase do Botafogo.
Árbitro não marca pênalti nos minutos finais de jogo a favor da equipe carioca.
Gol do time paranaense é marcado por Paulo Sérgio no bom primeiro tempo.
Chuva, muita chuva.
Mas, apesar disso, um bom futebol principalmente no primeiro tempo.
Nos 45 minutos iniciais, Operário e Botafogo conseguiram criar muitas chances e saíram para o intervalo com 19 finalizações no total, inclusive a do gol que decretou o placar final de 1 a 0 para o time da casa, marcado por Paulo Sérgio.
No segundo tempo o jogo ficou mais pegado e os dois times tiveram mais dificuldades até pelo estado do campo, que estava bem molhado.
No fim, ainda teve reclamação do Botafogo de um pênalti não marcado e que, segundo Fernanda Colombo na Central do Apito, deveria ter sido assinalado.
A chuva não impediu um bom primeiro tempo em Ponta Grossa.
Apesar de o Botafogo começar melhor no jogo, quem abriu o placar foi o Operário.
Thomaz chegou na linha de fundo e cruzou na segunda trave.
Diego Loureiro tentou sair do gol para tirar, mas não achou a bola e ela ficou à mercê de Paulo Sérgio completar para o gol.
O jogo continuou quente apesar da baixa temperatura e o Botafogo continuou melhor, chegou a acertar o travessão e obrigou Simão a fazer grandes defesas, mas sem mexer no placar.
No primeiro tempo foram 19 finalizações no total.
Na etapa final o rendimento das duas equipes caiu bastante.
A forte chuva em Ponta Grossa pode ter sido determinante para o jogo mais feio que tivemos no Germano Krüger nos 45 minutos finais.
Com o gramado mais pesado e jogadores mais cansados, a partida se tornou mais física e com mais perde e ganha no meio de campo.
Sem encontrar o tempo da bola já que por vezes o gramado prendia ou deixava ela correr demais, os jogadores não se entendiam dentro de campo e tornaram o jogo mais feio e com poucas finalizações: apenas sete no segundo tempo.
Desde o início de quinta-feira (12) chove bastante em Ponta Grossa, cidade a 1h30 de Curitiba.
O município de 350 mil habitantes viu que o estádio do time local até resistiu bem à grande quantidade de água que teve na cidade.
Pelo volume de chuva, era de se esperar que o gramado apresentasse poças ou que a bola vivesse prendendo em alguns trechos do campo.
Porém isso aconteceu poucas vezes e a impressão que se dava era que ela às vezes corria até demais porque a grama estava molhada.
Porém, é inegável que a condição climática, junto com o frio, impactou no jogo.
Segundo Fernanda Colombo, comentarista de arbitragem na transmissão desta noite, o árbitro Douglas Marques das Flores (São Paulo) errou ao não marcar pênalti em toque de mão do jogador do Operário.
Segundo ela, a cabeçada de Gilvan foi interceptada pelo braço do marcador e o árbitro da partida deveria ter assinalado a penalidade máxima.
Com o resultado, o Operário subiu três posições e agora ocupa a oitava colocação, com 27 pontos e está a dois do G-4.
Já o Botafogo perdeu duas posições e termina a rodada em décimo lugar, com 25 pontos, a quatro da zona de times que sobem para a primeira divisão.
Essa foi a primeira derrota da equipe carioca com Enderson Moreira no comando.
Operário e Botafogo voltam a campo no próximo domingo (15), quando jogam pela décima oitava rodada.
A equipe paranaense recebe o Brusque, às 20h30 (horário de Brasília).
Os cariocas também jogam em casa e recebem o Brasil de Pelotas, um pouco mais cedo, às 18h15 (horário de Brasília), no Nilton Santos.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





