No próximo sábado, dia 22 de agosto, começa o Mundial de Atletismo. A competição será realizada em Pequim, na China, em um palco que ficou bastante conhecido: o estádio Ninho de Pássaro.
A edição 2015 estará recheada de grandes estrelas, a maior delas o supercampeão Usain Bolt, que terá um duelo interessante nos 100 m rasos com o norte-americano Justin Gatlin.
A delegação brasileira é bem grande e o nome mais famoso é o de Fabiana Murer, do salto com vara. A atleta de 34 anos vai para o seu sexto mundial e busca seu segundo título, mas não é a grande favorita ao ouro em terras chinesas. Fabiana subiu ao lugar mais alto do pódio no mundial disputado em Daegu, na Coreia do Sul, em 2011.
O currículo dela traz outras conquistas: campeã Mundial Indoor em Doha (2010), medalha de bronze no Mundial Indoor de Valência (2008), bicampeã da Diamond League (2010 e 2014), ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007), prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011), prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto (2015) e recordista sul-americana com 4,85 m (2011).
Os Jogos Olímpicos reservam um capítulo à parte em sua carreira. Em Pequim-2008, era uma forte candidata ao ouro, mas antes de executar o segundo salto percebeu que a vara que utilizaria havia sumido do local de prova. Ela tentou argumentar com os fiscais, porém o esforço foi em vão. Não achou o equipamento – que tinha ficado em um depósito, na Vila dos Atletas – e acabou ficando na 10ª posição.
Quatro anos mais tarde, em Londres-2012, o vento foi o inimigo. Em sua terceira e última tentativa não conseguiu ultrapassar a marca de 4,55 m. Com 4,50 m, terminou na 14ª colocação, fora do grupo de 12 atletas que passaram para a disputa por medalhas.
Ano que vem, no Rio de Janeiro, terá mais uma chance olímpica, a sua última. Será mais especial ainda por competir em seu país, já que isso nem sempre é possível. Com ou sem medalha, os Jogos Olímpicos do Rio devem fechar com chave de ouro uma carreira muito vitoriosa de Fabiana Murer.
Pelos bons resultados que obteve, pelo esforço em tentar continuar se mantendo em alto nível e pelas dificuldades já sabidas que um esportista em nosso país enfrenta, ela pode se sentir realizada. A ausência de uma medalha olímpica não mancha em nada a sua trajetória.





