
Com relação a polêmica entrevista coletiva do técnico Vanderlei Luxemburgo, na qual o comandante rubro-negro criticou duramente os jogadores do Flamengo por cederem o empate ao Sport no final da partida, ontem, na Arena Pernambuco, eu estou com Luxa.
Não acho que foi covardia do treinador, como entende o capitão do tri, hoje comentarista do Sportv, Carlos Alberto torres. Na verdade, jogadores de futebol, em geral, têm consciência de que existe na atmosfera futebolística uma superproteção a eles, tanto que derrubam treinadores a hora que querem, basta ter no elenco alguém com certa dose de liderança e pronto, está feito o motim.
Esse papo de que as coisas se resolvem no vestiário é discurso, porque o treinador fica sendo sempre o telhado de vidro, recebe críticas publicamente e suas cobranças internas, caso não surtam efeito, provocam uma avalanche de questionamentos. A mesma imprensa que critica Luxemburgo neste episódio, o acusará de passividade com os atletas.
“Frescura ou rebolar em campo”, definições utilizadas por Luxa cabem perfeitamente a um elenco que deixou escapar entre os dedos uma classificação a final da Copa do Brasil, tida como muito provável, dada a vantagem que se tinha. Muito embora eu entenda que naquela partida, o treinador contribuiu ao sacar Everton, o principal jogador do Fla e que preocupava a zaga do galo, ainda no início da segunda etapa.
O empate do Sport e a robustez das declarações de Luxa ontem podem ter escancarado de vez mais uma crise na Gávea e isso tem o seu lado bom e ruim. De uma coisa tenho certeza, a negociação para renovação com o técnico, que está em curso, ganhará novos elementos e se Luxa assinar, sairá fortalecido de tudo isso.





