Internacional sofre na altitude de La Paz e estreia na Taça Libertadores da América com derrota para o Always Ready.
Colorado tem dificuldades do início ao fim e é batido por 2 a 0 nesta terça-feira (20), no Estádio Hernando Siles.
Na temida altitude de 3,6 mil metros de La Paz, na Bolívia, até não faltou tanto ar ao Internacional.
Mas faltou futebol.
O Colorado viveu uma atuação de muitas dificuldades do início ao fim e estreou na Taça Libertadores da América com derrota por 2 a 0 para o Always Ready, no Estádio Hernando Siles, pela primeira rodada do Grupo B.
Saucedo e Algarañaz fieram os gols bolivianos.
Com a derrota, o Internacional segue zerado e é o lanterna do Grupo B.
O Always Ready, quem diria, é o líder da chave.
O Internacional volta a campo pela Taça Libertadores da América na próxima terça-feira (27), às 19h15 (horário de Brasília), quando recebe o Deportivo Táchira no Beira-Rio. Antes disso, a equipe tem pela frente o Esportivo no Beira-Rio neste fim de semana, pela última rodada da primeira fase do Gauchão.
A partida não tem data e horários marcados.
O Always Ready enfrenta o Olimpia no Paraguai em 29 de abril.
A altitude influenciou, claro. Mas o Internacional começou o jogo sufocado não apenas pelos 3,6 mil metros acima do nível do mar em La Paz.
O Always Ready entrou com postura agressiva e posicionou seus jogadores no campo de ataque para incomodar a saída de bola colorada.
Deu certo.
A equipe de Miguel Ángel Ramírez sofreu e apelou para a ligação direta em mais de uma oportunidade.
Inclusive teve menos posse de bola, algo inédito com o técnico espanhol.
Mas o principal problema da equipe foi defensivo.
Posicionado no ataque, o Always Ready encontrava espaços na intermediária com frequência e obrigou Marcelo Lomba a fazer defesas durante quase toda a primeira etapa.
Especialmente em chutes de longe e cruzamentos.
Ramírez mexeu drasticamente a equipe para o segundo tempo: tirou os dois extremas, Caio Vidal e Palacios, e armou um 3-5-2, com Lucas Ribeiro e Yuri Alberto.
A ideia era povoar e proteger o sistema defensivo para apostar na velocidade de Yuri Alberto em contra-ataques.
O tiro saiu pela culatra.
Logo aos 7 minutos do segundo tempo, Saucedo dominou com muita liberdade na intermediária e soltou uma bomba.
No ângulo, sem chances para Marcelo Lomba.
As alterações na equipe duraram 24 minutos do segundo tempo.
Foi o tempo para Ramírez decidir sacar Lucas Ribeiro para a entrada de Nonato.
Rodrigo Dourado recuou para a zaga.
O Internacional só levou perigo em um chute de Yuri Alberto que parou no travessão.
E o Always Ready definiu a vitória no último lance do jogo, com Algarañaz.
As dificuldades de atuar a 3,6 mil metros acima do nível do mar demandaram operação especial e pautaram a preparação do Internacional para a partida.
Mas a verdade é que além de todos esses efeitos, também faltou futebol.
Sobraram espaços no sistema defensivo de uma equipe que não teve controle da partida em momento algum.
O Always Ready finalizou 22 vezes, e o Internacional, apenas 10.
De quebra, as trocas de Miguel Ángel Ramírez não surtiram efeito e obrigaram o técnico a mexer novamente na equipe em 24 minutos do segundo tempo.
O Internacional deu espaços, e o Always Ready abusou de finalizações de média e longa distância, sempre com perigo.
Uma delas entrou, no ângulo, sem chances para Marcelo Lomba.
E virou um golaço marcado por Saucedo.
Não bastassem a atuação irregular e as dificuldades da altitude, o Internacional sofreu até o fim.
E por um erro próprio.
Zé Gabriel entregou a bola ao rival na saída de bola, e Algarañaz definiu a vitória por 2 a 0 no último lance.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





