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CAMPEONATO MUNDIAL DE VÔLEI FEMININO. BRASIL. PORTO RICO.
Análise

Estreia com autoridade

Brasil domina Porto Rico, passeia no fim e estreia com vitória tranquila no Mundial.

Seleção tem problemas no início, mas aos poucos se impõe sobre rivais.

Equipe volta à quadra na madrugada deste domingo (30), contra a República Dominicana.

Era preciso dar o primeiro passo sem erros.

O início, é verdade, mostrou a falta de ritmo natural de uma estreia.

Aos poucos, porém, a seleção brasileira se impôs com tranquilidade.

Em Hamamatsu, diante de Porto Rico, a equipe de José Roberto Guimarães fez valer sua superioridade.

Comandado por uma Fernanda Garay inspirada, não teve muitas dificuldades para bater as caribenhas em 3 sets a 0, com direito a um passeio na parcial final: 27/25, 25/12 e 25/7.

Na madrugada deste domingo (30), a seleção volta à quadra pelo grupo D.

Pela frente, mais um rival do Caribe.

Brasil e República Dominicana se enfrentam à 1h40 (horário de Brasília).

Fernanda Garay, que ainda tenta chegar ao seu melhor ritmo, foi o destaque.

Muito bem na linha de passe, apareceu também no ataque.

Fechou a partida como maior pontuadora, com 12 pontos.

Tandara, com 11, e Bia, com nove pontos, também apareceram bem.

Natália, que ficou seis meses fora de quadra, entrou no primeiro e no terceiro sets.

No fim, Zé Roberto aproveitou para dar tempo de jogo a grande parte do time, apenas Adenízia não entrou.

“Porto Rico jogou bem no primeiro set, nós cometemos alguns erros. Foram seis erros de saque. E o contra-ataque demorou a sair. Achei o time nervoso no primeiro set, depois as coisas se acertaram. Fizemos um segundo set melhor, e o terceiro melhor ainda. Senti o time mais equilibrado em quadra, mais tranquilo. Jogo de estreia é sempre assim, um pouco acima da rotação de energia até as coisas começarem a sair naturalmente”, disse Zé Roberto.

O Brasil está no grupo D do Mundial. Na primeira fase, as quatro melhores equipes de cada chave se classificam.

Todas levam sua pontuação para a segunda etapa da competição, em um grupo de oito times.

Por isso a importância de somar bons resultados desde o início.

Todo início, claro, tem seus problemas.

O passe ainda não sai perfeito, o posicionamento demora a se acertar e por vezes falta entrosamento.

No primeiro set de sua estreia no Mundial de vôlei, a seleção demorou um pouco a engrenar.

Diante de um rival cheio de vontade, contou com o talento de Gabi e Fê Garay para se impor.

As ponteiras, aos poucos, encontraram seu espaço, apesar das dificuldades. Porto Rico, da boa central Ana Sofia, ainda empatou na reta final e salvou dois set points, um, polêmico, com direito a invasão flagrada no desafio, mas ignorada pelo árbitro.

No fim, vitória brasileira por 27/25.

Com dois erros de ataque das porto-riquenhas e um bloqueio de Fernanda Garay, o Brasil largou na frente no segundo set.

Jose Mieles, técnico rival, pediu tempo. Tentou acertar o time, que até pareceu reagir.

A seleção de Zé Roberto, porém, voltou melhor.

Logo, abriu 8/3 no placar.

Apesar do esforço das caribenhas, a vantagem só aumentou.

Zé ainda mandou Rosamaria e Roberta à quadra, na inversão 5-1 para acelerar o fim do set. Funcionou.

No bloqueio de Fernanda Garay, fim de papo: 25/12.

O terceiro set foi um passeio.

Carol foi para o saque e não saiu de lá tão cedo.

As rivais, nervosas, não conseguiram evitar os incríveis 15/0 no placar.

O primeiro ponto saiu depois de um choque de Fernanda Garay com Roberta junto à rede.

Foi só um susto.

Não havia espaço ou condições para uma reação.

Com autoridade, a seleção fechou o jogo em 25/7, com Rosamaria.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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