Em meio à reta final dos campeonatos de futebol, gostaria de dedicar minha postagem ao basquete brasileiro, muitas vezes esquecido por aqui. Como todos devem saber, o esporte da bola laranja no nosso país não é algo muito atrativo e talvez a terceira opção dos amantes do esporte, além de enfrentar problemas sérios de estrutura.
Porém, alguns acontecimentos recentes apontam para uma pequena luz no fim do túnel. No último sábado (11/10) tivemos pelo segundo ano consecutivo um jogo de pré-temporada da NBA sendo realizado no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, na HSBC Arena. Desta vez, tivemos o prazer de ver por aqui nada mais nada menos do que Lebron James, apontado por muitos como o melhor jogador da atualidade, Anderson Varejão, Dwyane Wade, Chris Bosh, Kevin Love, além de uma partida emocionante entre Cleveland Cavaliers e Miami Heat.
A NBA, indiscutivelmente a melhor liga de basquete do mundo, parece estar muito interessada em estreitar relações com o mercado brasileiro. De acordo com informações levantadas pelo jornalista Fábio Balassiano, do UOL, a National Basketball Association está para assinar um contrato com a LNB, responsável pela organização do NBB, principal campeonato de basquete do Brasil.

A liga americana ficaria responsável por toda a parte comercial, marketing, licenciamento de produtos e a divulgação da competição. Com isso, a Rede Globo, principal financiadora, ficaria responsável apenas pela transmissão das partidas, deixando com a NBA a missão de negociar contratos de patrocínio com o objetivo de tornar o NBB autossustentável.

Em meio à tudo isso, o Flamengo, do nosso querido companheiro Roberto Vieira e atual campeão mundial, foi convidado para disputar três amistosos em solo americano. O rubro-negro perdeu para Phoenix Suns e Orlando Magic e joga nesta sexta (17/10) contra o Memphis Grizzlies. Os resultados pouco importam, o que vale neste momento é a experiência e a prova do estreitamento de relações da NBA com o basquete brasileiro.
Todos esses fatos relatados mudarão completamente o cenário por aqui? Difícil dizer, pois os problemas são muitos e a estrutura em muitos lugares é amadora. Alguns times jogam o NBB sem saber se continuarão suas atividades no ano seguinte. Apesar de tudo isso, a aproximação da NBA pode transformar o nosso campeonato em algo atrativo, com boa média de público, com organização, credibilidade. Isso tudo poderá ser o início da reestruturação do nosso basquete, atraindo crianças para a modalidade, dando segurança para jogadores e treinadores, além de fortalecer as categorias de base.
Vamos aguardar as próximas notícias e o andar da carruagem. Talvez seja cedo para prevermos o que exatamente vai acontecer com o nosso basquete, mas para quem gosta tanto do jogo, como é o meu caso, não custa nada sonhar.






