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COPA DO MUNDO DE BASQUETE DE 2019. PEQUIM. FINAL. ESPANHA. BICAMPEÃ. ARGENTINA. VICE-CAMPEÃ.
Análise

Espanha bicampeã!!!

Espanha domina a Argentina, anula Scola e conquista a Copa do Mundo de Basquete.

Espanhóis venceram nos rebotes, nas assistências, controlaram a quadra e levaram o título pela segunda vez na história, igualando o Brasil.

O mundo é novamente da Espanha.

É de Marc Gasol.

É de Ricky Rubio.

É de Rudy Fernandez.

É dos 12 espanhóis que dominaram a decisão e por 40 minutos lideraram o placar, batendo a Argentina por 95 a 75.

Seleção mais constante do planeta atrás dos Estados Unidos nos últimos 20 anos, a Espanha aumentou a sua estante de títulos com a Copa do Mundo da China, voltando a levar um troféu que não vinha desde 2006.

Diante de uma Argentina aguerrida e que não se entregou em momento algum, os rebotes e a energia, até então toda argentina, fizeram a diferença ainda no terceiro quarto, quando o confronto foi decidido.

Na Arena lotada em Pequim, com presenças ilustres de Kobe Bryant, Tony Parker, Chris Bosh, Derrick Rose e Oscar Schmidt, o dono da festa foi Marc Gasol.

Campeão da NBA pelo Toronto Raptors e agora campeão do mundo pela segunda vez, ele é o segundo jogador do planeta a alcançar os dois troféus na mesma temporada.

Do lado da Argentina, apesar da campanha primorosa de uma nova geração que tem o veterano Luis Scola como líder aos 39 anos, fica a decepção pela manutenção do jejum.

A Argentina foi campeã em 1950, na primeira edição do torneio.

E depois nunca mais.

Em 2002, chegou na final em Indianápolis, mas acabou derrotado pela Iugoslávia.

Mais cedo, na partida que valeu o bronze, a Austrália vencia a França por 16 pontos de frente, mas os franceses tiraram forças sabe-se lá de onde para virar e ficar com a medalha e o terceiro lugar do Mundial.

A Espanha conseguiu o que ninguém até então na Copa do Mundo. Começou anulando a energia da Argentina no ataque e atacando com cestas fáceis.

Em dois minutos, vencia por 7 a 0.

Juancho Hernangomez foi para a bandeja e abriu 11 a 2, fazendo Sérgio Hernandéz parar o jogo.

Os espanhóis frustavam completamente as ofensivas argentinas.

Com cinco minutos, vencia por 14 a 2, com quatro pontos de Rubio e Oriola.

Em bola de três de Brussino, os argentinos trouxeram para 14 a 8.

Campazzo abaixou para 14 a 10.

E a arena pegou fogo.

Se não se encontrou no começo, a Argentina melhorou a defesa, os rebotes e com Deck na cesta e falta deixou o duelo por um ponto: 14 a 13.

Sérgio Scariolo parou o jogo.

E a Espanha voltou aos trilhos.

Com Llull e cravada de Willy Hernangomez, fechou o período com 23 a 14.

Liderando a tábua e com nove rebotes ofensivos, a Espanha ganhava segundas chances fundamentais.

Com dois minutos do segundo quarto, os europeus abriram sua maior frente com Willy Hernangomez em linda finta sobre Scola, até então zerado: 28 a 14.

Laprovittola e Brussino, com bolas de três, reanimaram a Argentina.

Em falta antidesportiva, os argentinos ganharam “cancha” e trouxeram para dez pontos a desvantagem, em 35 a 25 faltando quatro minutos.

Com 11 rebotes a mais e o dobro das assistências, o jogo da Espanha fluía mais e a Argentina não conseguiu encostar no placar ao fim dos primeiros 20 minutos, com os espanhóis na frente por 43 a 31.

A bola de Scola não caía, nem mesmo de fora do perímetro.

Com seu cestinha zerado, a Argentina não conseguia engrenar no jogo.

Do outro lado, a Espanha seguia movimentando bem a bola e ganhando os rebotes.

Enfim, controlava razoavelmente o jogo.

Com três minutos de período, a vantagem espanhola era de 47 a 33.

Rudy Fernandez, com oito pontos, era o cestinha de um time passador.

Desconectada do jogo, a Argentina virou presa.

Rubio e Gasol foram para o pick’n roll. Juancho cravou.

E o placar escapou de vez em 55 a 33.

Campazzo e Laprovittola eram os desaforos.

Mas o duelo escapava de uma forma perigosa e praticamente inviável de se virar: 66 a 47.

Um monstro na final, Laprovittola meteu bola de três e roubou a bola de Rubio. Deck foi para a cesta.

E os argentinos derrubaram o revés um pouco, trazendo para 68 a 54.

Quando os argentinos ameaçavam uma blitz, Llull foi para a cesta e a falta, trazendo de novo a vantagem para 15 pontos, em 73 a 58, faltando seis minutos.

Deck, outro argentino que não desistia, foi para cravada roubando a bola, na última investida dos sul-americanos, diminuindo para 78 a 66.

A medida que o tempo passava, a torcida argentina ficava mais quieta.

A espanhola aumentava o brado.

Os 12 pontos do começo do jogo foram fundamentais, os europeus abriram ainda mais com Llull, e a diferença inicial deu o título para a Espanha, campeã do mundo em Pequim ao vencer por 95 a 75.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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