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VÔLEI FEMININO.
Análise

Épicos e inesquecível

Os dez maiores jogos da história da seleção brasileira feminina de vôlei.

Uma das mais tradicionais do mundo, equipe brasileira tem vitórias inesquecíveis.

Bicampeã olímpica e onze vezes medalha de ouro do Grand Prix, a seleção feminina de vôlei é um dos maiores orgulhos do Brasil no esporte.

Com várias gerações envolvidas, o time está entre os melhores do mundo há mais de 25 anos e tem algumas partidas que não saem da cabeça do torcedor.

O GloboEsporte.com elencou os dez melhores jogos.

Claro que não são só vitórias que marcaram a seleção, as derrotas foram de muito aprendizado também.

A ordem da lista é cronológica.

Uma derrota da geração que abriu as portas: A geração brasileira do vôlei feminino nos anos 1980 foi importantíssima para o futuro da modalidade no país.

Um time formado por Vera Mossa, Isabel, Jacqueline e companhia enfrentou os Estados Unidos nas Olimpíadas de 1984, ainda na primeira fase, e foi derrotada por 3 a 2, parciais de 12/15, 10/15, 15/5, 15/5 e 12/12.

Um jogo equilibrado, mas que provou que aquele time poderia ter ido ainda mais longe do que foi naquela Olimpíada, quando caiu na primeira fase.

São atletas que marcaram a história da modalidade no país.

Batemos as peruanas: Depois de quase uma década de sucessivas derrotas para o Peru, na época uma grande potência mundial, a seleção brasileira derrotou as rivais na final do Sul-Americano de 1991, por 3 a 1, com o ginásio do Ibirapuera lotado.

Na época, o Peru era atual vice-campeão olímpico, e a partida foi transmitida ao vivo pela Globo.

Foi a primeira vez que a seleção conseguiu a vaga olímpica por méritos próprios, e não por boicotes ou convites.

A primeira final: O Campeonato Mundial de vôlei de 1994 foi disputado no Brasil, com as partidas em São Paulo e Belo Horizonte.

A seleção feminina jamais tinha chegado à final de uma grande competição, e isso veio exatamente neste torneio.

Passou pela Rússia, no ginásio do Ibirapuera, na semifinal por 3 a 2, parciais de 15/7, 14/16, 12/15, 15/8 e 15/10.

Na final, derrota para a toda-poderosa Cuba.

O jogo da rivalidade: Talvez o grande jogo na lembrança dos fãs do vôlei seja a semifinal olímpica entre Brasil e Cuba em Atlanta 1996.

Em um duelo muito técnico e, ao mesmo tempo, brigado e tenso, as cubanas derrotaram as brasileiras por 3 a 2, parciais de 5/15, 15/8, 10/15, 15/13 e 15/12.

Ao término do jogo, confusão generalizada, com jogadoras dos dois lados batendo boca em quadra e depois no vestiário.

É bronze!: Dois dias depois da derrota para Cuba, a seleção voltou à quadra para a disputa do bronze contra a Rússia, em uma repetição do duelo da semi do Mundial de 1994, também vencido pelas brasileiras.

Nos Jogos de Atlanta, novamente triunfo por 3 a 2. Parciais de 15/13, 4/15, 16/14, 8/15 e 15/13.

Teve briga de novo: Meses depois das Olimpíadas, Brasil e Cuba se enfrentaram pela fase final do Grand Prix, com vitória verde-amarela no tie-break.

As parciais foram 15/7, 15/9, 7/15, 9/15 e 15/9.

O triunfo encaminhou o título brasileiro, que viria com a vitória sobre a Rússia na última rodada, em outro jogo emocionante.

Mas o duelo com Cuba marcou muito, pois, como era costume na época, teve confusão no fim.

As brasileiras comemoraram, as cubanas passaram pela rede e foram atrás das rivais.

Ouro no Pan de Winnipeg: Os Jogos Pan-Americanos de Winnipeg 1999 ficou marcado pela vitória brasileira contra Cuba na decisão da medalha de ouro.

Enquanto as caribenhas mantinham a base do bicampeonato olímpico, as brasileiras passavam por uma renovação e, com uma grande atuação de Elisângela, a vitória veio por 20/25, 25/22, 25/27, 25/22 e 15/13.

Derrota dolorosa: A semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 é uma das partidas mais emocionantes da história do vôlei.

E, infelizmente, não teve um final feliz para as brasileiras.

A Rússia venceu o Brasil por 3 a 2, parciais de 18/25, 21/25, 25/22, 28/26 e 16/14.

O mais impressionante daquela partida foi o quarto set, em que as brasileiras tinham 24 a 19 de vantagem e cinco match points para fechar o duelo.

Foram cinco pontos seguidos da Rússia, empatando em 24 a 24.

No fim, 28/26. No tie-break, as brasileiras chegaram a ter 13/10, mas as russas viraram novamente.

Finalmente: Depois de quatro derrotas seguidas em semifinais, todas dolorosas, e nas quais a equipe teve chances reais de ir à final o Brasil finalmente pôde disputar a medalha de ouro olímpica.

A vitória na semifinal dos Jogos de 2008 contra a China, na casa das adversárias, foi um divisor de águas da história do vôlei nacional.

Placar de 3 a 0, parciais de 27/25, 25/22 e 25/14, com um primeiro set tenso, mas duas parciais bem mais tranquilas.

Destaque para os 17 pontos de Sheilla e 16 de Mari, essa última injustamente massacrada após as Olimpíadas de Atenas 2004.

Brasil X Rússia – a revanche: Nas Olimpíadas de 2004, a seleção brasileira caiu na semifinal diante da Rússia após estar vencendo por 24 a 19 e perder cinco match points de forma consecutiva.

Oito anos depois, e de maneira emocionante, a seleção deu o troco e venceu a Rússia nas quartas de final das Olimpíadas de Londres, salvando cinco match points. Vitória por 3 a 2, com direito a 21/19 no tie-break.

Sheilla foi o grande nome, salvando todos os match point em uma atuação quase perfeita no quinto set.

Thaisa marcou 23 pontos, cinco de bloqueio, também sendo destaque.

Menções honrosas:

Brasil 3 X 2 China (Primeira fase Olimpíadas de Barcelona 1992)

Brasil 2 X 3 Cuba (Semifinal olímpica de 2000)

Brasil 3 X 2 Estados Unidos (Quartas de final das Olimpíadas de 2004)

Brasil 2 X 3 Rússia (Final Mundial de 2006)

Brasil 3 X 2 Japão (semifinal do Mundial de 2010)

Brasil 3 X 1 Estados Unidos (Final olímpica de 2012)

Brasil 3 X 2 Estados Unidos (Final do Grand Prix 2016)

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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